Comumente o ser humano sente-se vazio, cansado, tentando encontrar algo que o preencha que o faça sentir a vida. Como já dito em outros textos, penso, que a felicidade está diretamente ligada a capacidade do ser de sentir a vida. E então, como fazer para sentir a vida? Somos parte de um imenso, complexo e perfeito sistema chamado cosmos, dele nascemos para ele voltaremos. O grande segredo está em estabelecer conexões, ligações com tudo que nos rodeia, é desta capacidade que surge o sentir, que se torna possível perceber as vibrações da vida. Somos concebidos e gestados por sublimes conexões, nascemos e passamos a estabelecer outras, quando pequenos ás fazemos naturalmente, facilmente. Para uma criança, bastam umas gotas de água para surgir inefáveis sensações, conexões, sentir. Da mesma forma quando encontra um cantinho de terra, vegetação, o vento, tudo na natureza vincula, faz vibrar, sentir. Assim também ocorre com os semelhantes, basta uns instantes com outro serzinho da mesma idade, e já estão brincando, rolando, conectando-se, sentindo mútuas sensações de alegria, de vida. No entanto, na medida que vamos crescendo, a mente vai secando o coração, a falsa crença da auto suficiência, a soberba, a vaidade, vão nos desligando das nossas origens e destino, e, em decorrência vamos deixando de sentir a vida. Sentir a vida, implica, necessariamente, de entregar-se, afastar da mente e do coração todo pensamente ou sentimento mesquinho, vaidoso, presunçoso, ou seja, sentir a vida depende de pureza. Se procurarmos recordar os instantes que sentimos a vida vibrando, constataremos, sem dúvida, que naquele instante, nada mais importava, nenhum objetivo escuso, oportunista, vaidoso presidia, havia entrega total da mente e do coração, gratidão por viver o momento. A vida sem sentimento é vazia, é a morte. Re-ligar é o caminho, primeiro a nós mesmos, ouvir o próprio coração, depois a tudo o que nos rodeia.
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