
Recentemente passamos por um
embate de natureza política que de uma ou outra forma atingiu a todos com maior
ou menor grau de intensidade segundo sejam os interesses pessoais em jogo.
Embora a luta seja a lei da vida, tais embates são a demonstração cabal de que
vivemos, cada vez mais, num declínio
acentuado de valores, razão dos vazios, das depressões, dos maus humores,
rancores, amarguras estampadas nas fisionomias humanas. É que a única luta que nos faz feliz é àquela
que travamos com nós mesmos, vencendo os
maus pensamentos e sentimentos, e elevando-se acima das pobrezas do ódio, do
rancor, da vaidade, do amor próprio, de todos os defeitos que nos distanciam do
humano, do divino, para nos aproximar dos animais. Não é por acaso que, nenhuma vitória sacia, vencida, a cada instante, novas são planejadas, não com o fim de
superar-se senão de impingir sofrimento aos demais, impor força, ferindo com o único objetivo demonstrar
poder. Tal conduta não isenta nenhum
segmento, emergindo a força, a dissimulação, segundo o grau de
cultura e de poder. Os mais “cultos”
se utilizam do poder para atingir os demais com escudo das “pseudo verdades” ressaltando aspectos
que lhes interessam e omitindo outros tantos da mesma hierarquia. Outros, com uso indevido de seu poder impõe a força de suas decisões, sempre sob a falácia dos objetivos altruístas. Não por
acaso são poucas as mentes e corações que brilham, vibram, transmitindo paz, alegria, serenidade,
superioridade sem manifestar uma única palavra, sem praticar um único ato. A
grandeza, superioridade, se manifesta no
silêncio do mundo interno e daí emerge e se espalha por todos os lugares por
onde passamos, transmitindo o que somos de verdade. É por isso que a única luta capaz de mudar o destino é aquela que travamos com nossos pensamentos
e sentimentos, derrotando os maus e alimentando os bons, esta sim será capaz de
fazer vibrar a consciência,
resplandecendo a luz interna por todos os lugares por onde passamos.



