
Com o nascimento nos é concedida
a oportunidade de construir um belo exemplo de esforço, superação, evolução e
ou de aspectos negativos. Embora a ciência do inevitável fim deste percurso
físico, muito pouco nos dispomos a
pensar na distinção entre estes dois extremos. Ou seja, entre viver ou morrer.
Penso que se observarmos atentamente ao nosso redor, seja na natureza ou no
semelhante, possível recolher inúmeros
elementos que nos permitem aprimorar os conceitos. É que, comumente a vida é associada ao aspecto
físico da respiração. No entanto, numa simples reflexão, resta inegável que viver é muito mais que isso. Muitos são os que respiram mas não
vivem, isso é, não fazem uso de suas faculdades, sejam mentais, sensíveis ou instintivas. Outros tantos, passam os dias atribulados com
os mais variados pensamentos, dedicando toda sua energia na conquista de algo
material, transcorrendo as horas, os
dias, os anos sem se dar conta do que ocorre consigo mesmo ou ao seu redor. Não
percebe o crescimento dos filhos, o envelhecimento próprio ou de seus pais. Não
recorda do grande amor de sua vida, não se conecta, não vibra, não sente, não
chora não sorri. O tempo passa e nada fica registrado. É como se não tivesse
vivido. Busca, procura, tenta recordar do que viveu, nos anos que se passaram
no mês passado, no dia de ontem e nada encontra. Que vida seria esta? Ou seria
a morte? Penso que vida é atividade e inércia é morte. No entanto, esta
atividade, para que seja útil deve estabelecer ligações, conexões, de tudo o
que ocorre no mundo externo com as fibras
ultra sensíveis do mundo interno. É
preciso observar, refletir, estar atento a fim de não perder os
detalhes, permitir que cada momento seja uma oportunidade única de aprendizado.
Ter em conta que somos perecíveis e que o instante que está sendo vivido não
voltará jamais e que ao final, restarão
àqueles em que fomos capazes de fazer
vibrar o mundo interno.
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