Nesta luta incessante que
travamos, seja no mundo interno, seja no externo, nas relações com os demais, sofremos, incessantemente, influxo de supostas “verdades”. Assim agimos
conosco mesmo, onde, criamos motivos, justificativas para os mais desatinados
atos que cometemos. Sob o argumento da verdade, procurou-se impor que apenas uma raça humana deveria
prevalecer. Sob o argumento da verdade, as crenças mataram, ao longo da existência
muitos dos que ousassem divergir de suas prédicas,
sacrificando brilhantes mentes. Sob o
argumento da verdade, governantes, políticos mantém-se no poder com uso das
práticas mais vergonhosas de corrupção e bandidagem. Sob o argumento da
verdade, detentores dos meios de
comunicação, impõe suas vontades,
omitindo, aspectos decisivos na busca
única e exclusiva de dividendos próprios. Sob o manto da verdade, criam-se
fatos, forjam-se outros, desvirtuam-se,
segundo sejam os interesses
pessoais. Embora flagrante tais
comportamentos, por conta da ignorância,
muitos são enganados por pouco ou muito tempo. Evidentemente que todo
erro tem seu preço, muitas vezes, custa a própria vida, o sucesso econômico, a
destruição de família, laços, conceitos, amizades. Amargos são os preços pagos
pelo indivíduo, grupo, coletividade, fruto da incapacidade de saber onde está a
verdade e onde está o erro. Importante atentar que a verdade não se oculta nem
se impõe, emerge, floresce no fundo da alma fruto de profundas e fundadas
reflexões. Portanto, toda vez que, independente da forma, meio, houverem tentativas de impor verdades, estas, de plano, deixarão de ser, devendo serem refutadas,
rechaçadas sob pena de causarem as consequências danosas do erro. É que as supostas
“verdades” são fruto de opiniões pessoais, sempre vinculadas a tendências,
preferências, pré-conceitos, interesses próprios, jamais abarcando toda dimensão do fato. Desta
forma a verdade, depende para ser assim considerada da união de vários outros
fragmentos, propositadamente ou por ignorância, omitidos.
Assim sendo em que pese o constante uso do termo, imprescindível duvidar, estabelecer reservas sempre que, por
alguma forma houverem tentativas de impor “verdades”, impedindo o livre
exercício das faculdades e a formação de um juízo de valor que contemple suas
inúmeras facetas.
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