
Inúmeros são os equívocos
conceituais responsáveis por muitos
erros e, portanto, afastando, dificultando e impedindo a evolução humana. No
caso em apreço, busca o artigo provocar reflexões sobre o perdão, sua
equivocada concepção e consequências decorrentes. De longa data, tem sido inculcada ideia de que errar é humano
e que, basta arrepender-se e pedir perdão que se alcançará a redenção.
Primeiramente, cumpre refutar a afirmativa asseverando que acertar é humano
e que todo erro decorre da ignorância das falhas de caráter. Por outro lado, o arrependimento é um pensamento atrasado que
não tem o condão de isentar, minimizar e
ou liberar o infrator de suas falhas. Ao contrário, o arrependimento, normalmente, está relacionado com momento álgidos de
intenso sofrimento, cujos
propósitos, superado o estado de
angústia são esquecidos. Ademais, o único beneficiado com o perdão é aquele
que, embora injustamente molestado com o ataque, consiga superar, internamente
o mal sofrido, relevando, compreendendo, resignando-se. No entanto, o
responsável pelo erro, pelo mal feito, jamais pode ser eximido de seu ato pelo
simples fato de pedir perdão. Inconcebível imaginar, que num sistema harmônico, perfeito, permitisse o
criador que, bastaria pedir perdão que as faltas estariam superadas,
autorizando a retomada dos erros, para
depois, novamente, pedir perdão, tantas quantas fossem necessárias.
Definitivamente não, todo erro cometido somente pode ser saldado, pago,
minimizado pelo seu próprio autor,
nenhum outro ser detém o poder, capacidade, de eximir um semelhante de suas
faltas. O caminho da redenção é a conduta meritória, cultivando pensamentos,
sentimentos elevados, é, como àquele que salda uma dívida, que vai aos
poucos creditando em sua conta, acertos,
superações, virtudes. O arrependimento válido é àquele que nasce no fundo da
alma, fruto de reflexões profundas, que não se transforma em palavras e sim em mudanças
comportamentais. Tivesse a espécie
humana, adotado esse conceito, não
viveria na penúria moral, angustiante, tampouco sofreríamos as agruras dos
trágicos acontecimentos, dos ataques físicos e morais, do abandono, dos
sucessivos erros.
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