
No artigo anterior, restou o convite para reflexão das colheitas da vida, especialmente, sobre a tendência de reclamar das supostas injustiças que nos acometem. Tal tendência, de atribuir aos outros as razões dos nossos fracassos ou insucessos, decorre da incapacidade de encontrar as efetivas razões que são as responsáveis por nossas colheitas. Muitas características que possuímos são oriundas da infância, e, embora adultos, são responsáveis pelo encaminhamento da vida, podendo nos fazer felizes ou amargurados, conquistadores ou fracassados. Esse mecanismo que encaminha a vida, são os pensamentos, que podem nos levar aos cumes das conquistas nos mais variados ramos da vida, ou a sermos eternamente ingratos, amargurados e infelizes. É preciso pois, conhecer os pensamentos que povoam a mente, selecioná-los, eliminar todos àqueles que não se coadunem com os objetivos traçados para a vida. O que é preciso para ser inteligente? Conhecimentos. Como fazer para adquirir conhecimentos? Informar-se? O que mais limita o ser na busca de informações? A falta de vontade. Então, se o objetivo é enriquecer a vida com o saber, é necessário conhecer, debilitar e eliminar todo pensamento que deponha contra o necessário esforço que é preciso para ficar inteligente. O encaminhamento da vida é dirigido por duas forças que nos regem, a necessidade ou os estímulos. Assim, a força dos pensamentos, seu manejo, normalmente, é ditado, em nossas vidas, por necessidades, ou seja, somente direcionamos o esforço e empenho em pensar em algo quando premidos pela necessidade. Quando isso ocorre, embora com maior dificuldade e menor possibilidade de êxito, empenhamos todos os pensamentos em solucionar o problema. Superado o obstáculo, voltamos ao estado anterior, e só direcionamos nossos pensamentos e esforços no caso de nova necessidade. E assim seguimos, reclamando que não colhemos sem se dar conta de que é preciso plantar sempre, ininterruptamente, controlar e direcionar os pensamentos que povoam a mente para os fins almejados.


