domingo, 21 de agosto de 2011

Ligações com a criação II



No artigo anterior, ficou o convite para refletirmos um pouco mais sobre os cinco sentidos, ou, canais de ligação que nos permitem estabelecer contato com toda criação. O simples fato de sermos possuidores destes canais, não significa que os utilizamos, ou que extraímos deles o máximo de suas potências. Penso que, ao contrário, nos acostumamos com eles e nos esquecemos de enriquecê-los, prestar atenção em seus movimentos nas suas imensas possibilidades. Também acreditamos que as informações que retiramos com o uso deles é o máximo que se pode extrair. Será fácil compreender que não, que referidos canais oferecem muito mais, que basta desenvolver, enriquecer a inteligência para ampliar a quantidade e qualidade de informações, de conhecimentos e de vida que oferecem. Se pensarmos na visão, das imensas possibilidades que ela nos oferece, e recordarmos do quanto a desaproveitamos, ou ainda, da grande quantidade de vida  inconsciente que sequer recordamos dela. Se pensarmos que as informações que a visão nos oferece é julgada,  pelos elementos de juízo que possuímos de sorte que, uma mesma imagem, o mesmo fato, produz conclusões totalmente diversas, cada uma delas com diferentes graus de acerto, de precisão. É possível pois,  que as informações colhidas pela visão e julgadas pela razão,  representem, portanto, muito pouco ou quase nada de real, a ignorância e a inconsciência, foram incapazes de compreender a imagem. Os exemplos são muitos, imaginemos um ser urbano, que passa a viver na selva, quais conclusões irá tirar dos acontecimentos que o rodeiam? Por outro lado, se pensarmos o índio,  trazido para a vida urbana quais informações irá extrair das imagens que sua visão lhe oferecerá? Da mesma forma quanto a audição, as informações, os julgamentos produzidos á partir de um som, estão diretamente ligadas com os conhecimentos que o ser possui a respeito. O olfato, o tato, paladar, cada um dos sentidos depende de conhecimentos para produzir informações mais precisas e amplas. É preciso conhecê-los, recordar deles, procurar em cada imagem, som, gosto, cheiro, toque ou gosto, compreender o além, descobrir o oculto, perceber que de cada instante vivido é possível extrair mais, viver mais, sentir mais, recolher elementos para completar a imagem ideal e, portanto, ser mais feliz.   



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