quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Caminho até Deus I

                                                        
Sem dúvida uma das maiores dúvidas do ser humano é a relativa a existência de Deus. Embora sejam muitos os que propalam serem seu porta voz, ou ainda,  que são detentores do único caminho capaz de levar até Ele, a humanidade continua sua busca. Prova disso é que o longo decurso do tempo, bem como os inúmeros rituais, simbologias, discursos, repetições de textos não tem sido capazes de iluminar os seres a fim de que consigam conectar-se ao criador. A desorientação reinante, a doença do vazio, a depressão são provas da insatisfação da espécie humana com as respostas inculcadas sobre quem somos, de onde viemos  e para onde vamos. Diante das dúvidas, a espécie vive angustiada não consegue responder  aspectos elementares e decisivos da vida, corre, anda de um lado para outro, busca no material, nos vícios, nas distrações encontrar motivos de felicidade.  No entanto, quando volta para o seu mundo interno, percebe que está vazio, que os frutos da distração não são duradouros, se perderam, e,   novamente necessita buscar outros motivos para distrair-se. E, assim continuamos, pretendendo sempre aumentar o tempo de lazer, de distrações de motivos que nos levem a esquecer quem somos, o que possuímos,  em pensamentos e sentimentos, ou seja, do nosso mundo interno. E  a humanidade continua  sua busca, enquanto muitos se aproveitam da boa fé alheia propalando que são detentores do caminho até  Ele, que basta acreditar, repetir palavras, rituais, pagar.    Em que pese a eloqüência dos inúmeros sinais que demonstram o equívoco,  o temor impede de trilhar outro caminho, utilizando-se da única forma de conhecer, conectar-se e amar Deus, qual seja,  o caminho do conhecimento. Como dito, os sinais do equivoco se mantém ao longo da existência da espécie, àqueles que se intitulam porta voz de Deus, em nome dele,  cometeram e continuam cometendo, instante após instante as maiores atrocidades,  os exemplos são evidentes, mas temos medo de descobrir que estamos errados.

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