domingo, 28 de agosto de 2011

Cultivo da vida I

Vivemos reclamando de nossas colheitas, acreditamos que somos merecedores de muito mais do que temos, nos achamos injustiçados perseguidos ou até excluídos. No entanto, não nos damos conta,  ou pouco pensamos,  que os rumos da vida nascem, crescem e se desenvolvem dentro de um recinto chamado mente, cujo mecanismo central de encaminhamento são os pensamentos. Somos movidos à pensamentos, são eles que ditam tudo o que fazemos o que sentimos e o que somos. É bem verdade,  que muito do que pensamos, das características que carregamos são frutos do cultivo na infância, ou quem sabe, herança de outras vidas, em que pese isso, é preciso conhecê-las. Para tanto, basta, querer observar, prestar atenção, no desenvolvimento de uma criança, das tendências, propensões, medos, gostos que povoam sua mente. Será fácil perceber, também, que em seu desenvolvimento, a criança vai carregando, inevitavelmente,   grande parte das características de seus pais ou de outros seres que com ele convivem. E, assim vai se formando o ser do futuro, cheio de sonhos e objetivos, mas pouco conhecedor de suas potências e muito menos dos defeitos que irão intervir,  decisivamente,  nos rumos da sua vida. Para àqueles seres que tem filhos, será fácil perceber, se quiserem, o quanto os comportamentos e tendências são idênticas àquelas, que,  embora os pais querem escondê-las, insistindo para que os filhos não as cultivem, vão incorporando a vida destes. A impaciência, intolerância, ansiedade, irritabilidade, vaidade,  falta de vontade,  são características mais comuns que vão sendo transferidas, herdadas, pelos sucessores. E, com essas credenciais,  vamos nos apresentando para a vida, e, desconhecedores delas e de suas conseqüências, reclamamos das colheitas como se decorressem da vontade dos outros.

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