Vivemos correndo, sempre premidos
por alguma necessidade urgente, atrasados,
pretendendo ampliar as horas do dia para que possamos concluir todas as
atividades que acreditamos, deveríamos
fazer. No entanto, se analisarmos atentamente
o que fazemos com cada segundo, minuto, será fácil compreender que desperdiçamos muito
do tempo com a mente perdida em mil
pensamentos inúteis e desnecessários.
Desde já, fica o convite, ao caro leitor para que preste atenção, por apenas alguns minutos, nos movimentos que irão interferir na sua
mente, verá, sem sombra de dúvidas, que
num curtíssimo espaço de tempo, irão passar por ela muitos pensamentos inúteis,
sem qualquer relação com as necessidades que precisam ser supridas. Por outro
lado, se a observação abranger um maior
espaço de tempo, de uma hora ou um dia,
veremos que corremos muito em
alguns minutos para depois dedicar longos espaços no ócio, matando o tempo ou
gastando com coisas desnecessárias que em nada irão contribuir para a solução
das necessidades úteis e importantes do dia.
Ou seja, corremos muito por alguns instantes para, logo em seguida
dedicarmos longos espaços matando tempo, desperdiçando e ou realizando
atividades sem nenhuma utilidade para a vida. E assim concluímos o dia sem que
nada fique registrado, é como se não tivéssemos vivido, restando apenas por
alguns instantes as recordações das
tarefas triviais e rotineiras que logo desaparecerão da mente para nunca mais
serem recordadas. A vida não pode se
limitar a essa correria desenfreada da qual nada fica registrado, passando as
horas, os dias, os meses e os anos sempre repetindo os mesmos movimentos de
pressa, deixando que se vá, para ao
final lamentar que as coisas mais
importantes foram abandonadas para viver
a falsa pressão do tempo, pois veremos
que o tempo se amplia quando é bem aproveitado.
domingo, 28 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
A personalidade e seus danos
Nascemos livres, com páginas para serem escritas segundo a
vontade de seu editor. No início, este editor, não domina, não conhece as artimanhas do mundo
adulto, e desfruta de inteira liberdade para estabelecer contatos com tudo o
que rodeia e, assim escrever sua história. Assim, começa a conhecer o cheiro da terra, o frio
das gotas de chuva, o calor do sol os obstáculos e perigos que a vida nos
oferece. Por conta desta liberdade, a mente
e o coração estão livres da maldade, do engano, o editor é verdadeiro, manifesta o que pensa, chora e ri segundo
sejam os movimentos internos que experimenta. O abraço, o beijo, são espontâneos fruto dos impulsos oriundos
dos verdadeiros pensamentos e sentimentos cultivados. No entanto, assim que o editor vai se desenvolvendo, vai
aprendendo, através de seus mestres, pais, professores, etc, que não pode externar tudo o que pensa e
sente sobre tudo o que vive, experimenta, ao contrário, que
deve ser agradável, amável, desculpar,
ou seja construir um tipo que demonstre boas qualidades. Por outro lado,
outros, cultivadores de pensamentos diversos, ensinam a retribuir, na mesma moeda, a mostrar, tanto a força física quanto a verbal, impondo
sua vontade independentemente das repercussões.
Obviamente, que as páginas dos
dois livros vão recebendo diferentes registros, um mais agradável, suave,
tolerante, compreensivo e grato e outro, mais amargo, agressivo, intolerante, impaciente. Por ignorância, tal linha
comportamental é chamada de personalidade, como algo próprio que não pode ser
modificado. Na verdade, esta grande
oportunidade que é a vida nos ensina que o editor deve buscar a
individualidade, ou seja, tornar-se íntegro, dominador de seus impulsos
negativos, consciente da forma adequada
de portar-se em cada uma das situações que a vida lhe apresenta. O bom editor
(indivíduo) é àquele que extrai do que
está vivendo o máximo, utilizando tais elementos para construir um ser melhor,
mais inteligente. Por outro lado o mau editor “personalidade”, não detém nenhuma preocupação com os
registros de sua história em sim com a satisfação de suas impregnadas
deficiências.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
A estrela que brilha
Sem dúvida, independente da vida
que levamos, pretendemos que nossa estrela brilhe, que espalhe luz pelos
caminhos por onde andamos. È comum alguns, em certos momentos, sentirem o
influxo desta luz, e, permanecerem por longos períodos como se ela não
brilhasse. Muitos são os que sofrem porque acreditam que não contém essa força
capaz de transformar tanto o mundo interno quanto o externo. Como em todos os
enganos que cometemos na vida, a luz que
brilha ou a escuridão que nos acompanha é fruto da sabedoria ou da ignorância.
O brilho da estrela é fruto dos acertos, das condutas adequadas, corretas, do bom procedimento e, especialmente,
da energia que emerge do mundo interno e nos conduz pelo caminho do bem, transformando e
mudando os caminhos por onde passamos. A luz que brilha não é aquela do
externo, representada pelas belas vestes douradas ou até pela quase
inexistência delas, não, esta é efêmera e somente durará o tempo em que a
própria ilusão permitir. A luz que nos faz feliz, que ilumina o próprio caminho
e os demais esta situada nas profundezas do ser. Precisamos descobri-la, cultivá-la, dando-lhe os elementos que a
fazem brilhar, a força desta energia está diretamente ligada com a qualidade e
quantidade de alimento fornecido. O alimento que faz a luz brilhar é o saber,
não àquele que oprime, que é fruto da vaidade e do amor próprio senão dos conhecimentos transcendentes que nos
fazem seres melhores, com objetivos altruístas, sempre pensando em fazer com que os outros e o mundo seja melhor e mais
feliz.
domingo, 7 de julho de 2013
As encruzilhadas da vida
Se pararmos para pensar na
caminhada até aqui percorrida, veremos, que inúmeras foram as encruzilhadas que
encontramos, momentos em que tivemos que optar por um ou outro caminho. As
escolhas que fizemos naqueles momentos foram as responsáveis pela condução da
vida até este momento. Seria muito cômodo e fácil atribuir tais escolhas ao
acaso, como se não tivéssemos nenhuma responsabilidade sobre elas ou ainda se nenhuma força interferiu no
momento nos guiando para um ou outro caminho. Um dia desses que tornamos
especiais porque exercitamos em maior grau a consciência, atentando para os
movimentos que ocorrem no mundo externo e, especialmente, no interno, refleti, sobre tais caminhos e conclui, que, sem sombra
de dúvidas, as escolhas não foram fruto
do acaso tampouco da consciência. Constatei que forças, energias me
impulsionaram, me conduziram para determinados rumos, oportunizando, transformando minha vida.
Lembrei da primeira grande escolha, sair de casa com 09 anos de idade para
estudar, deixando pais e irmãos, quando na época o normal, natural, era permanecer colaborando na agricultura, foi o que fizeram quase todos meus amigos e
familiares. Os caminhos continuavam se cruzando, oportunizando desistir dos
estudos, viver uma vida comum a todos os familiares, no entanto, algo
impulsionava e a escolha se dirigia para a busca da evolução. Surgem os
movimentos do coração, e, mais uma vez a
oportunidade de ficar perto ou seguir o rumo do saber. Já ultrapassando a
metade do caminho da faculdade, um vazio me cobrava, dizendo que àquele não era
o caminho, e então, de um momento para
outro, a vida se transforma com outra
escolha de outra profissão. Sem planejar surge a encruzilhada da família, onde
aprendi a ser pai, marido e filho. Posso afirmar, com certeza, de que existe uma grande força que nos guia,
no entanto, necessitamos aprender a
ouvi-la, e certamente os frutos serão maravilhosos, foi ela que me guiou e me
oportunizou o que sou, é o meu próprio espirito.
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