Vivemos correndo, sempre premidos
por alguma necessidade urgente, atrasados,
pretendendo ampliar as horas do dia para que possamos concluir todas as
atividades que acreditamos, deveríamos
fazer. No entanto, se analisarmos atentamente
o que fazemos com cada segundo, minuto, será fácil compreender que desperdiçamos muito
do tempo com a mente perdida em mil
pensamentos inúteis e desnecessários.
Desde já, fica o convite, ao caro leitor para que preste atenção, por apenas alguns minutos, nos movimentos que irão interferir na sua
mente, verá, sem sombra de dúvidas, que
num curtíssimo espaço de tempo, irão passar por ela muitos pensamentos inúteis,
sem qualquer relação com as necessidades que precisam ser supridas. Por outro
lado, se a observação abranger um maior
espaço de tempo, de uma hora ou um dia,
veremos que corremos muito em
alguns minutos para depois dedicar longos espaços no ócio, matando o tempo ou
gastando com coisas desnecessárias que em nada irão contribuir para a solução
das necessidades úteis e importantes do dia.
Ou seja, corremos muito por alguns instantes para, logo em seguida
dedicarmos longos espaços matando tempo, desperdiçando e ou realizando
atividades sem nenhuma utilidade para a vida. E assim concluímos o dia sem que
nada fique registrado, é como se não tivéssemos vivido, restando apenas por
alguns instantes as recordações das
tarefas triviais e rotineiras que logo desaparecerão da mente para nunca mais
serem recordadas. A vida não pode se
limitar a essa correria desenfreada da qual nada fica registrado, passando as
horas, os dias, os meses e os anos sempre repetindo os mesmos movimentos de
pressa, deixando que se vá, para ao
final lamentar que as coisas mais
importantes foram abandonadas para viver
a falsa pressão do tempo, pois veremos
que o tempo se amplia quando é bem aproveitado.
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