Se pararmos para pensar na
caminhada até aqui percorrida, veremos, que inúmeras foram as encruzilhadas que
encontramos, momentos em que tivemos que optar por um ou outro caminho. As
escolhas que fizemos naqueles momentos foram as responsáveis pela condução da
vida até este momento. Seria muito cômodo e fácil atribuir tais escolhas ao
acaso, como se não tivéssemos nenhuma responsabilidade sobre elas ou ainda se nenhuma força interferiu no
momento nos guiando para um ou outro caminho. Um dia desses que tornamos
especiais porque exercitamos em maior grau a consciência, atentando para os
movimentos que ocorrem no mundo externo e, especialmente, no interno, refleti, sobre tais caminhos e conclui, que, sem sombra
de dúvidas, as escolhas não foram fruto
do acaso tampouco da consciência. Constatei que forças, energias me
impulsionaram, me conduziram para determinados rumos, oportunizando, transformando minha vida.
Lembrei da primeira grande escolha, sair de casa com 09 anos de idade para
estudar, deixando pais e irmãos, quando na época o normal, natural, era permanecer colaborando na agricultura, foi o que fizeram quase todos meus amigos e
familiares. Os caminhos continuavam se cruzando, oportunizando desistir dos
estudos, viver uma vida comum a todos os familiares, no entanto, algo
impulsionava e a escolha se dirigia para a busca da evolução. Surgem os
movimentos do coração, e, mais uma vez a
oportunidade de ficar perto ou seguir o rumo do saber. Já ultrapassando a
metade do caminho da faculdade, um vazio me cobrava, dizendo que àquele não era
o caminho, e então, de um momento para
outro, a vida se transforma com outra
escolha de outra profissão. Sem planejar surge a encruzilhada da família, onde
aprendi a ser pai, marido e filho. Posso afirmar, com certeza, de que existe uma grande força que nos guia,
no entanto, necessitamos aprender a
ouvi-la, e certamente os frutos serão maravilhosos, foi ela que me guiou e me
oportunizou o que sou, é o meu próprio espirito.
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