Assim que nascemos passamos a
sofrer influências de tudo o que nos rodeia. Independentemente de compreender
os acontecimentos externos, são eles os responsáveis pelas sensações felizes ou
tristes que experimentamos na infância. Assim que começamos a compreender um
pouco do mundo, procuramos com ele estabelecer todo tipo de contato, ligação,
seja com a terra, a chuva, os raios do sol ou da lua. Assim também fizemos com
todos àqueles que encontramos pelo caminho, como é fácil fazer amigos, brincar,
construir sonhos em conjunto, viajar pela vida. Nos importamos com tudo, o
sofrimento dos outros nos incomoda, procuramos, de todas as formas
minimizá-los, é comum ver uma criança tentando distrair um pai ou uma mãe
triste, um irmão ou amigo chateado. No entanto, o tempo passa, crescemos e
passamos a nos importar menos com os outros, com tudo o que vemos, assistimos
ou ouvimos. Com o tempo ficamos indiferentes, já não nos importamos com as
tragédias, as doenças alheias, as tristezas e amarguras de tantos que sofrem.
E, assim vamos secando, deixando de sentir para apenas usar a mente. Em que
pese esta tendência nefasta dos seres humanos,
para a vida nada deve ser indiferente, tudo deve ser motivo de estudo de
aprendizado, de colaboração quando for possível. Vida é atividade, é
estabelecer relações, ver, ouvir,
sentir, observar, refletir, compreender e, se possível contribuir para o bem.
Nada deve passar pela vida indiferente,
a indiferença é a própria morte é a ausência de vida.
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