quinta-feira, 13 de junho de 2013

Antes que seja tarde



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Há pouco, lia uma matéria que relata as experiências vividas por uma enfermeira que cuidava de doentes terminais. Referida profissional, em virtude de seu mister,  presenciou inúmeras manifestações, confissões de seus pacientes, especialmente,  dos arrependimentos pelo que fizeram ou  deixaram de fazer. Tais confissões viraram um livro e, certamente,  nos oferecerão, mais uma vez, inúmeros elementos para revermos nossa forma de vida. Impossível não lembrar,  daquela canção que a todos toca, quando, por alguma razão, olhamos para nós mesmos inconformados com o que vivemos e ou deixamos de viver e fazer. “devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer, ter feito o que eu queria fazer...” Ocorre que, raramente,  nos dispomos a olhar para nós mesmos, sem enganos, a fim de avaliar o modo de vida que levamos, como tratamos nossos entes queridos, que cuidados dedicamos ao nosso próprio ser. Tais acontecimentos,  que deveriam presidir todos os momentos vividos a fim de  julgar se o comportamento está de acordo com àquilo que se deseja para a vida, somente ocorrem,  quanto algo álgido, grave, trágico nos toca, seja balançando nossa própria saúde ou a de alguém próximo. É preciso ativar a consciência, vigiar os pensamentos e atos,  confrontá-los com àquilo que se deseja para a vida, como gostaríamos  de ser lembrados, qual herança será deixada,  quais serão as recordações que virão a mente nos últimos instantes de vida, se de  dor e arrependimento ou de alegria e gratidão pelo vivido. 

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