Há pouco, lia uma matéria que
relata as experiências vividas por uma enfermeira que cuidava de doentes terminais.
Referida profissional, em virtude de seu mister, presenciou inúmeras manifestações, confissões
de seus pacientes, especialmente, dos
arrependimentos pelo que fizeram ou deixaram de fazer. Tais confissões viraram um
livro e, certamente, nos oferecerão,
mais uma vez, inúmeros elementos para revermos nossa forma de vida. Impossível
não lembrar, daquela canção que a todos
toca, quando, por alguma razão, olhamos para nós mesmos inconformados com o que
vivemos e ou deixamos de viver e fazer. “devia
ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer, ter feito o que eu
queria fazer...” Ocorre que, raramente, nos dispomos a olhar para nós mesmos, sem
enganos, a fim de avaliar o modo de vida que levamos, como tratamos nossos
entes queridos, que cuidados dedicamos ao nosso próprio ser. Tais
acontecimentos, que deveriam presidir
todos os momentos vividos a fim de julgar
se o comportamento está de acordo com àquilo que se deseja para a vida, somente
ocorrem, quanto algo álgido, grave,
trágico nos toca, seja balançando nossa própria saúde ou a de alguém próximo. É
preciso ativar a consciência, vigiar os pensamentos e atos, confrontá-los com àquilo que se deseja para a
vida, como gostaríamos de ser lembrados,
qual herança será deixada, quais serão
as recordações que virão a mente nos últimos instantes de vida, se de dor e arrependimento ou de alegria e gratidão
pelo vivido.
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