Embora a correria do dia a dia,
certamente, em determinados momentos, somos chamados pela consciência a fim de
dedicar alguns instantes refletindo sobre aspectos relacionados ao que vivemos
ou deixamos de viver. Imperioso recordar que, como diz o próprio termo, tal
comportamento implica em “flexionar”
as próprias entranhas. Para que isso se torne possível é imprescindível
construir um estado mental e sensível elevado que permita olhar para dentro de
si próprio como mero expectador. Ou seja, é como observar do alto, sem qualquer
interferência, os detalhes de uma
imagem, figura, interpretando e compreendendo cada partícula analisada. Não é
tarefa fácil. Normalmente, a vida passa
e nos conformamos em olhar por fora a
figura que supomos ser, e que construímos para representar no dia a dia.
Por conta disso, dificilmente conseguimos separar o que de fato somos e
possuímos de verdade daquilo que representamos, do tipo que forjamos para o externo. Difícil, inclusive,
lembrar da criança que fomos, dos sonhos, desejos, daquele ser verdadeiro
autêntico. Neste contexto, resta difícil, senão quase impossível avaliar o que
somos de verdade o que temos de defeitos e virtudes. Certamente, a mais difícil
reflexão é àquela em que se dispõe o ser, verdadeiramente, a descobrir seus
defeitos, as falhas de caráter que tanto mal fazem a si mesmo e aos demais.
Conhecê-las é o único caminho para melhorar a própria figura.
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