sexta-feira, 19 de julho de 2013

A personalidade e seus danos



 Nascemos livres,  com páginas para serem escritas segundo a vontade de seu editor. No início, este editor,  não domina, não conhece as artimanhas do mundo adulto, e desfruta de inteira liberdade para estabelecer contatos com tudo o que rodeia e, assim escrever sua história. Assim,  começa a conhecer o cheiro da terra, o frio das gotas de chuva, o calor do sol os obstáculos e perigos que a vida nos oferece. Por conta desta liberdade,  a mente e o coração estão livres da maldade, do engano, o editor é verdadeiro,  manifesta o que pensa, chora e ri segundo sejam os movimentos internos que experimenta. O abraço, o beijo,  são espontâneos fruto dos impulsos oriundos dos verdadeiros pensamentos e sentimentos cultivados. No entanto,  assim que o editor vai se desenvolvendo, vai aprendendo, através de seus mestres, pais, professores, etc,  que não pode externar tudo o que pensa e sente sobre tudo o que vive, experimenta, ao contrário,   que deve ser agradável, amável, desculpar,  ou seja construir um tipo que demonstre boas qualidades. Por outro lado, outros, cultivadores de pensamentos diversos, ensinam a retribuir,  na mesma moeda, a mostrar,  tanto a força física quanto a verbal, impondo sua vontade independentemente das repercussões.  Obviamente,  que as páginas dos dois livros vão recebendo diferentes registros, um mais agradável, suave, tolerante, compreensivo e grato e outro, mais amargo,  agressivo,  intolerante,  impaciente. Por ignorância, tal linha comportamental é chamada de personalidade, como algo próprio que não pode ser modificado. Na verdade,  esta grande oportunidade que é a vida nos ensina que o editor deve buscar a individualidade, ou seja, tornar-se íntegro, dominador de seus impulsos negativos,  consciente da forma adequada de portar-se em cada uma das situações que a vida lhe apresenta. O bom editor (indivíduo)   é àquele que extrai do que está vivendo o máximo, utilizando tais elementos para construir um ser melhor, mais inteligente. Por outro lado o mau editor “personalidade”,  não detém nenhuma preocupação com os registros de sua história em sim com a satisfação de suas impregnadas deficiências.

Nenhum comentário:

Postar um comentário