Nascemos livres, com páginas para serem escritas segundo a
vontade de seu editor. No início, este editor, não domina, não conhece as artimanhas do mundo
adulto, e desfruta de inteira liberdade para estabelecer contatos com tudo o
que rodeia e, assim escrever sua história. Assim, começa a conhecer o cheiro da terra, o frio
das gotas de chuva, o calor do sol os obstáculos e perigos que a vida nos
oferece. Por conta desta liberdade, a mente
e o coração estão livres da maldade, do engano, o editor é verdadeiro, manifesta o que pensa, chora e ri segundo
sejam os movimentos internos que experimenta. O abraço, o beijo, são espontâneos fruto dos impulsos oriundos
dos verdadeiros pensamentos e sentimentos cultivados. No entanto, assim que o editor vai se desenvolvendo, vai
aprendendo, através de seus mestres, pais, professores, etc, que não pode externar tudo o que pensa e
sente sobre tudo o que vive, experimenta, ao contrário, que
deve ser agradável, amável, desculpar,
ou seja construir um tipo que demonstre boas qualidades. Por outro lado,
outros, cultivadores de pensamentos diversos, ensinam a retribuir, na mesma moeda, a mostrar, tanto a força física quanto a verbal, impondo
sua vontade independentemente das repercussões.
Obviamente, que as páginas dos
dois livros vão recebendo diferentes registros, um mais agradável, suave,
tolerante, compreensivo e grato e outro, mais amargo, agressivo, intolerante, impaciente. Por ignorância, tal linha
comportamental é chamada de personalidade, como algo próprio que não pode ser
modificado. Na verdade, esta grande
oportunidade que é a vida nos ensina que o editor deve buscar a
individualidade, ou seja, tornar-se íntegro, dominador de seus impulsos
negativos, consciente da forma adequada
de portar-se em cada uma das situações que a vida lhe apresenta. O bom editor
(indivíduo) é àquele que extrai do que
está vivendo o máximo, utilizando tais elementos para construir um ser melhor,
mais inteligente. Por outro lado o mau editor “personalidade”, não detém nenhuma preocupação com os
registros de sua história em sim com a satisfação de suas impregnadas
deficiências.
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