
Devido a ignorância humana à cerca da vida, sua condução, muitos dos acontecimentos que nos vemos envolvidos são atribuídos ao acaso, ou ainda ao destino. No entanto, poucos são os que se detém a pensar que tanto os bons quanto os maus acontecimentos que nos afetam são oriundos de nossas próprias escolhas. Devido a falta de cultivo da inteligência a fim de compreender e saber um pouco mais da própria vida, suas possibilidades, alcances, limites, tornou-se natural atribuir a fatores estranhos a responsabilidade pelo destino . Penso que cada um é responsável pelo seu destino, que das escolhas que vão sendo tomadas ao longo da vida virão ás colheitas, boas ou más, sempre diretamente relacionadas com a semente plantada. Da ignorância á cerca da origem, propriedades das sementes, surgem os equívocos, e, por conseqüência, colheitas inesperadas. As escolhas que nos conduzem são àquelas que dizem respeito a aspectos elementares, como o bem e o mal, o certo ou errado. A grande dificuldade está em saber, com precisão, o que é bom, mau, certo ou errado. A cada instante, decisões são tomadas, muitas delas premidas por circunstâncias adversas, rancor, mágoa, tristeza, inexperiência, outras presididas por instantes de alegria, e, assim vamos escolhendo. Cada movimento, como pequenas ou grandes gotas vão nos conduzindo para um lado ou para outro. A decisão de sacrificar parte do tempo da infância, juventude, para estudar, num momento pode ser interpretada como algo mau, mas o resultado do esforço ou da falta dele somente serão sentidos no futuro. Assim, sucessivamente, cada pensamento, palavra ou ato, tende para o bem ou para o mal, para o certo ou para o errado, o grande segredo está em compreender, profundamente, para qual lado tende a decisão, e, a partir disso poder ser dono de seu próprio destino.
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