domingo, 18 de dezembro de 2011

As várias vidas




Embora evidente, não nos damos conta de que, ao mesmo tempo, vivemos várias vidas, cada uma delas distinta das outras. Inegável das conexões, reflexos produzidos  de umas em relação as outras, embora possa existir casos em que alguma delas sequer exista no ser,  fruto da ausência total de cultivo. Importante destacar,  que todas elas são importantes, decisivas para uma vida equilibrada, saudável, feliz, e que, o descuido de uma implica em prejuízo para o conjunto harmônico do ser. A primeira vida, origem de tudo o que se projeta para o externo é a vida interna. Esta vida,  é a que dita os rumos das demais, do seu equilíbrio, domínio dos estados mentais, sensíveis, resultarão os  pensamentos, sentimentos, palavras e atos, explicitados na nossa própria fisionomia. Outra vida de importância decisiva é a familiar, esteio, suporte para as várias lutas e, também, razão de inestimáveis momentos de alegria e bem estar. Também não se pode esquecer,  da vida profissional, espaço onde se realizam muitas das grandes aspirações e objetivos do ser. Temos ainda a vida social, mundo das relações, contatos, onde se formam, consolidam conceitos sobre o próprio comportamento, oportunidade de grandes aprendizados, convivências, cultivo de amizades,  refletindo daí importantes elementos, para as demais vidas. Como dito, embora conectadas, são elas distintas, dependem de cuidados e cultivos específicos, sem os quais, restará sufocada,  produzindo conseqüências nefastas para a vida como um todo. Perceber que são elas independentes, e que, transitará e viverá o ser, durante o dia, nas várias vidas, possibilitará se conduzir, perceber, pensar e sentir melhor todos os movimentos deste fragmento da vida. Ao mesmo tempo, a ausência de consciência a respeito, produzirá grave desequilíbrio, confusão, prejuízos. O ideal é  que a vida reflita a imagem de uma árvore, onde o conjunto dos galhos produzirá seu equilíbrio e beleza. No entanto, é comum vidas que se concentram em apenas um galho, geralmente o profissional, asfixiando as demais, deixando com isso de completar a figura, de viver na plenitude, produzir uma bela imagem.  

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