Cuidar da própria vida

Em que pese ás noções que temos sobre o bem mais precioso que possuímos,
de fato, não dedicamos a ele o necessário valor. Tal constatação se
mostra evidente se observarmos o modo de vida que levamos, descuidando
tanto da parte física, quanto da psicológica, e, especialmente,
abandonando a espiritual. É comum o abuso do álcool, do fumo, das
gorduras e tantas outras substâncias que prejudicam a saúde. Ademais,
poucos são os que efetivamente praticam exercícios físicos voltados para
o bem estar. Se olharmos para o aspecto psicológico então, pouco ou
nada é feito para mantê-lo em equilíbrio. É bem verdade que escassos são
os conhecimentos disponíveis, que permitam manejar esse brilhante
mecanismo para que não sofra. Isso sem falar da parte espiritual,
abandonada de longa data, razão porque sequer temos noções de sua
existência. Evidentemente que, sendo a vida o bem mais precioso, todos
nossos esforços deveriam empenhar-se para mantê-la em harmonia,
cultivando, exercitando cada uma de suas partes. No entanto, devido a
ignorância a esse respeito, construímos doenças, grande parte oriundas
da própria alma, ou seja dos sistemas mental e sensível. Somos
responsáveis por nosso próprio destino, podendo ele, ser triste o
feliz, segundo sejam os pensamentos que governam a mente. No entanto,
nos preocupamos muito com os outros, sofremos pelo que dizem, pensam ou
deixam de dizer. Sofremos ainda pelo que deixam de fazer como se deles
fossemos dependentes. Se, ao invés de assim agirmos, dedicássemos todas
as energias para cuidar de nossos próprios pensamentos e sentimentos,
cuidando para que não nos molestem, deixando também de molestar os
outros, se ao invés de observarmos os outros, passássemos a nos
observar, vigiar, cultivando hábitos saudáveis, certamente, estaríamos
oferecendo ao precioso bem um pouco do valor que efetivamente possui,
tornando mais doce o sabor da caminhada, e, por consequência, colhendo
menos frutos amargos.
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