sábado, 19 de maio de 2012

Saber viver


 

Uma das grandes buscas, senão a maior,  que aflige o ser humano desde o momento que começa a pensar é a de “aprender a viver”.  Inúmeras são as receitas, palpites, de qual seria a forma adequada de conduzir a caminhada. Na juventude, é comum o “ viver o momento”. Passado o tempo, o ser adulto deixa a vida passar, ocupando-se com inúmeras preocupações, normalmente relacionadas com a vida profissional ou familiar. Por outro lado,  na velhice, o olhar da vida se transforma, normalmente serenando, observando, refletindo sobre cada acontecimento sem entregar-se. Este desafio de aprender a conduzir-se pelo curto decurso de tempo, fazendo dele o mais proveitoso possível é o grande objetivo. No entanto, cumpre questionar o que seria proveitoso? O que efetivamente é “saber viver”?  Observando as várias fases da vida, será fácil perceber, que, geralmente,  os momentos mais intensos de vida, que mais tocaram, fizeram o ser vibrar, ocorreram na infância, adolescência ou juventude.  Isso ocorre porque, nestas fases,  é mais fácil entregar-se por inteiro, “viver o momento”. Por conta disso, muitas são as frustrações, e, até a perda da vida em  virtude da ausência de domínio, dos limites, dos riscos que as aventuras provocam. Passado o tempo, com as frustrações, sofrimentos, amadurecimento,  vai o ser controlando melhor seus  pensamentos e sentimentos, e, por outro lado se envolvendo menos com tudo o que  vive. Na velhice, a maturidade, normalmente,  traz frustrações por conta daquilo que não foi feito,  especialmente,  por não ter brincado mais com os filhos, viajado mais, visto o sol se por, curtido a chuva,  o sol, a noite a família etc. Por isso, penso,  que saber viver, depende, inicialmente , de não comprometer o ser do futuro  e, depois,  de compreender  o que é  efêmero e o que é  duradouro. Feita esta distinção,  cultivar momentos que irão se perpetuar, dos quais se possa mais adiante orgulhar-se,  ciente do bem.  Ensaiando, é possível aumentar e fazer de cada pequeno fragmento da vida, um grande momento. A magnitude e frequência destes momentos são responsabilidade pessoal,  é necessário valorizar, observar, pensar, sentir e viver em toda sua plenitude cada instante, tornando-o útil para si e para a humanidade.  

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