sexta-feira, 5 de abril de 2013

Os plantios e as colheitas




 
 
Como tudo neste magnífico sistema cósmico obedeceum ordenamento impecável e implacável das 
 leis universais, imperioso reconhecer,  que colhemos o que plantamos. Portanto, cumpre a cada um olhar para a própria vidae assumir a responsabilidade por tudo o que dela faz parte eis que fruto do próprio cultivo. O comum, o normal é atribuir aos outros os motivos de sofrimento e a si próprio os de ventura. Em que pese a singelezado tema,  os próprios defeitos impedem que se faça uma correta avaliação do que  está sendo vivido pensando e sentindo com o cultivo realizado. Inegável que sofremos reflexos de comportamentos alheios por força da lei do conjunto, mas, as reações internas àquelas de fato nos fazem felizes ou amargurados, o sucesso ou o fracasso profissional, familiar, social,são frutos das próprias atitudes. Assim,uma atitude maldosa do outro repercute diretamente no próprio autor, impingindo amargos e dolorosas sensações em sua consciência. No entanto, devido aos próprios defeitos, “vaidade, amor próprio, rancor” e tantos outros, nos torturamos por atitudes alheias que, naturalmente,provocam no seu autor as colheitas de seu plantio. É que, nossos próprios defeitos nos inculcam ideia de injustiça, nos atribuímos os melhores conceitos,merecedores de aplausos, reconhecimentos e, portanto, pretendemos impor tais conclusões.  Além disso, os defeitos antes mencionados nos fazem sofrer por querer impingir ao “suposto” autor da maldade as sensações que experimentamos. Ora, as sensações internas que cada um experimenta são de sua exclusiva responsabilidade, conscientes, sabedores dospróprios cultivos, nenhuma repercussão negativa ocorrerá. Por outro lado, os enganos que cometemos acreditando plantar a paz quando semeamos a guerra,  cultivar o bem quando plantamos o mal,  fazer o certo quando estamos errados,  inevitavelmente,  proporcionarão as colheitas dos próprios equívocos. Não é possível plantar abacaxis e colher morangos. Somos responsáveis por nossas próprias colheitas, o segredo está em conhecer a semente que cultivamos para não reclamar amanhã do fruto indesejado oriundo da própria ignorância em reconhece-lo como tal.

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