Exaustivamente sustentado e
comprovado que pouco ou nada conhecemos de nossas potências internas,
capacidades, alcances. Referida constatação decorre da tendência adotada de
olhar para fora, estudar, opinar, conceituar movimentos que ocorrem no
semelhante e, eventualmente,na natureza. Poucos foram os que se dispuseram á
investigar suas próprias entranhas, compreender como atuam agem os mecanismos
internos, seus reflexos, influências, conexões com mundo que nos rodeia. Além
dos limitados conhecimentos, incomum encontrar material que se propõe a ensinar
aos demais a buscar por si próprios as conquistas da sabedoria mais importante
que se pode agregar no percurso desta vida.
De nada adianta citar teorias, doutrinadores, pesquisas científicas e ou
quaisquer outros experimentos se não tiver o próprio ser realizado o
processo,ou seja, ter vivido e comprovado dentro de si a atuação das potências
internas. Dentre tantas, objetiva o artigo, provocar reflexões sobre o radar
psicológico que possuímos,e que, podemos
ativar, ampliar e ou anular sua atuação. Normalmente referida capacidade
encontra-se anulada pelo “piloto automático”,de modo que tudo o que ocorre seja
no mundo interno ou externo passa desapercebido. Ativar o radar depende de
permitir a atuação de todo mecanismo mental e sensível,possibilitando que os
fios invisíveis que nos conectam com tudo o que nos rodeia captem os movimentos
e levem para a luz da inteligência a fim de serem interpretados, produzindo
veredictos. Mesmo desativado,comumente somos surpreendidos com sensações
estranhas que não compreendemos e não sabemos da origem. Do mesmo modo,
transmitimos aos demais as sensações que vivenciamos, sejam negativas ou
positivas, de alegria ou tristeza. Por isso determinadas pessoas e ambientes
nos propiciam inefáveis sensações de bem estar e alegria e outros nos sugam as
energias, destroem nossas forças e provocam angústias. Assim, transmitimos e recebemos, seja no
mundo profissional, social, familiar sinais dos movimentos que cada um cultiva
em seu mundo interno,e, por consequência,
provocamos e sofremos seus influxos. É
possível pois ativar o radar, vigiar os movimentos, e, em decorrência, compreender, proteger, cuidar
do que ocorre no próprio mundo e dos demais.
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