quinta-feira, 18 de abril de 2013

Radar psicológico



 
 Exaustivamente sustentado e comprovado que pouco ou nada conhecemos de nossas potências internas, capacidades, alcances. Referida constatação decorre da tendência adotada de olhar para fora, estudar, opinar, conceituar movimentos que ocorrem no semelhante e, eventualmente,na natureza. Poucos foram os que se dispuseram á investigar suas próprias entranhas, compreender como atuam agem os mecanismos internos, seus reflexos, influências, conexões com mundo que nos rodeia. Além dos limitados conhecimentos, incomum encontrar material que se propõe a ensinar aos demais a buscar por si próprios as conquistas da sabedoria mais importante que se pode agregar no percurso desta vida.  De nada adianta citar teorias, doutrinadores, pesquisas científicas e ou quaisquer outros experimentos se não tiver o próprio ser realizado o processo,ou seja, ter vivido e comprovado dentro de si a atuação das potências internas. Dentre tantas, objetiva o artigo, provocar reflexões sobre o radar psicológico que possuímos,e que,  podemos ativar, ampliar e ou anular sua atuação. Normalmente referida capacidade encontra-se anulada pelo “piloto automático”,de modo que tudo o que ocorre seja no mundo interno ou externo passa desapercebido. Ativar o radar depende de permitir a atuação de todo mecanismo mental e sensível,possibilitando que os fios invisíveis que nos conectam com tudo o que nos rodeia captem os movimentos e levem para a luz da inteligência a fim de serem interpretados, produzindo veredictos. Mesmo desativado,comumente somos surpreendidos com sensações estranhas que não compreendemos e não sabemos da origem. Do mesmo modo, transmitimos aos demais as sensações que vivenciamos, sejam negativas ou positivas, de alegria ou tristeza. Por isso determinadas pessoas e ambientes nos propiciam inefáveis sensações de bem estar e alegria e outros nos sugam as energias, destroem nossas forças e provocam angústias.  Assim, transmitimos e recebemos, seja no mundo profissional, social, familiar sinais dos movimentos que cada um cultiva em seu mundo interno,e, por  consequência,  provocamos e sofremos seus influxos. É possível pois ativar o radar, vigiar os movimentos, e,  em decorrência, compreender, proteger, cuidar do que ocorre no próprio mundo e dos demais.

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