Dentre os maiores desejos
humanos, certamente, encontraremos a
busca pela paz e felicidade. Em que pese tais objetivos situarem-se entre as
prioridades da vida, pouco ou nada se faz para alcança-los. Por óbvio, quando se pretende chegar a algum
lugar, a primeira informação é saber onde fica,
quais são os caminhos etc. No caso dos desejos citados, certamente,
poucos são os que se detém a pensar o que é a paz e como fazer para
conquistá-la, assim também com relação a felicidade. Quanto a paz, possível
conceitua-la como um estado interno de equilíbrio, serenidade, elevados estados mentais e sensíveis que
permitam desfrutar sensações de plenitude, percebendo e compreendendo os
próprios movimentos da mente e do coração, sentindo a respiração, observando,
refletindo, sendo grato a tudo o que se vive. Já a felicidade, pode ser
entendida como “algo que a vida nos outorga através de pequenas porções de
bem”, (Gonzales Pecotche). Evidente, portanto, que nenhum dos objetivos, pode
ser oferecido por terceiros, não são os
outros que nos darão paz ou felicidade. Ao contrário, tais desideratos somente
podem se alcançados pelo próprio ser, construindo, aos poucos, nas próprias
entranhas as credencias para desfrutar
de tão sublimes objetivos. De plano, cumpre recordar, que não se conquista a paz semeando a guerra,
ou seja, como a paz é um estado interno de gratidão e aprovação do que se vive,
é incompatível com rancor, vaidade, amor próprio, e tantos outros defeitos que
só fazem impor aos semelhantes com quem convivemos, e a nós mesmos, desagradáveis sensações. Assim, o cultivo de
deficiências é incompatível com a conquista da paz. É preciso, sempre, estar
atento aos pensamentos e sentimentos que povoam a mente e o coração, são eles o espelho das sensações que serão vividas,
se de paz, ou de guerra. Atentos a tais movimentos,
cientes de que somos responsáveis pelo que queremos viver, aos poucos, possível avançar, rumo a estados
cada vez mais elevados, onde mente e coração se fundem em prístima pureza, onde não há lugar para o rancor, aí então, começa o ser, a construir seus instantes de felicidade.
Quanto mais porções de bem formos capazes de construir, oferecendo a nós mesmos
e aos semelhantes fragmentos de vida,
de gratidão por tudo o que temos e vivemos, de valores elevados, cultivando o bem pelo
próprio bem, na mesma proporção vamos
desfrutando de maiores e mais intensas sensações de felicidade.
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