Embora o escasso
conhecimento, possível intuir, que a atual viagem individual, já percorreu longos
trajetos, sem que a consciência consiga, neste percurso, aproveitar o conhecimento adquirido
anteriormente. Também possível intuir que outras se sucederão e terão uma íntima e
direta ligação com tudo o que formos capazes de cultivar, observar,
compreender, sentir e viver neste
interregno. Ou seja, cada um de nós é um
veículo que transporta uma preciosidade
sendo responsável por conduzi-la até os mais elevados graus de evolução
humana, ou até, entregá-la em total decomposição em virtude das ações e
omissões praticadas na viagem e que, ao invés embeleza-la e enriquecê-la com
conhecimentos transcendentes, foi
utilizada para o mal, assim entendido todo pensamento, sentimento, palavra,
ação ou omissão que objetivou causar sofrimento ao semelhante. Não importa o
tempo de duração da viagem e sim o que cada um faz durante o percurso. Muitos
passam o percurso reclamando do calor, do frio, do trânsito, das curvas da
estrada, dos obstáculos encontrados, dos demais seres que de uma forma ou outra fazem parte do trajeto individual.
Outros procuram, a cada dia, acordar agradecendo a oportunidade de viajar mais
um dia, e, na noite anterior preparam-se para desfrutar de tudo o que será
oferecido no dia seguinte, seja de bom ou ruim, pois tudo é motivo de
aprendizado. Na verdade a viagem contém um único objetivo, recolher o máximo de
elementos, valores que façam enriquecer a preciosidade que carregamos, a fim de
entregá-la melhor do que recebemos no início dela. No entanto, pouco ou nada
sabemos desse verdadeiro objetivo, e, desaproveitamos o percurso com
futilidades, egoísmos, rancores, acreditando que valemos o poder ou o
patrimônio que conseguimos amontoar. Por conta disso não temos tempo para
observar e compreender os inúmeros movimentos que ocorrem em nossa mente, na do
semelhante, na natureza os quais são os únicos capazes de nos ensinar como
conduzir o veículo. E, por conta disso, a cada dia, sentimos o frio e o vazio provocado pela
inconsciência do vivido, e, certamente,
chegaremos ao final constatando que se tivéssemos a oportunidade de
começar de novo tudo seria diferente.
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