domingo, 16 de fevereiro de 2014

Consciência, governo da vida





20 interesantes charlas sobre el cerebro | Refugio Antiaéreo


O estudo,  acompanhado da reflexão, certamente,  nos levarão a concluir que os equivocados conceitos que cultivamos são os responsáveis por tantos erros. Assim, por exemplo, se pensarmos no conceito de consciência,  a resposta individual terá a amplitude dos elementos que detemos sobre o termo. Alguns,  responderão que é estar atento, vigilante, saber o que se faz  e pensa etc.  Inegável que tais respostas integram o termo, mas,  na verdade, ele é muito, muito mais que isso. (Cons-ciência), significa que o ser conhece e domina todos os aspectos que envolvem o pensamento, os movimentos internos  e externos dos fatos que estão sendo vividos. Só tem ciência àquele que aprendeu e domina todo o processo e que,  sabe que mesmo o repetindo milhares de vezes o resultado será sempre o mesmo, porque tudo foi testado, experimentado e comprovado. Penso que não é isso que ocorre em nossa vida.  Aliás, sequer os movimentos internos são conhecidos, a cada ação ocorre uma diferente reação,  a mesma palavra provoca diversos movimentos.  E, assim, não conhecemos sequer os movimentos que ocorrem em nosso mundo interno, ou seja, como reagiremos diante das situações que se apresentem, embora as tenhamos vivido milhares de vezes. Isso ocorre nas relações com esposa, filhos, amigos mais próximos com os quais convivemos,  dependendo do estado mental, dos acontecimentos diários, a reação será diversa. Tal inconsciência nos leva a cometer os maiores desatinos,  machucamos física e psicologicamente quem mais gostamos, provocamos  tragédias, destruímos a  vida própria e do semelhante. Reclamamos tanto que gostaríamos de ter um pouco de paz e sossego, mas não sabemos  cultivar os imprescindíveis elementos para viver o que desejamos. Por isso,  é comum reclamar das consequências,  dos sofrimentos, das dores, do vazio, do cansaço psicológico que suga todas as nossas forças. É que, na verdade,  são os acontecimentos que nos conduzem e não nós que os conduzimos. Tivéssemos o domínio de todos os elementos que interferem  nos repetidos aspectos do que vivemos diariamente, saberíamos, exatamente,  qual pedra do tabuleiro deve ser mexida e para onde ela deve ser conduzida. A ciência a respeito,  levaria, na repetição de acontecimentos as mesmas ações, reações,  resultados.  Governar a própria vida é ser possuidor de todos os movimentos que interferem em cada fato, não esquecendo nenhum detalhe,  seja do mundo interno ou externo, isso é ter consciência da vida.

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