sexta-feira, 15 de junho de 2012

Mãe, origem da vida


 
 Em que pese a importância do tema, das inúmeras manifestações a respeito, penso, necessárias algumas reflexões. É que mesmo sabendo que devemos a ela,  esta magnífica oportunidade que é a vida, não lhe dedicamos o necessário valor e importância segundo seja seu merecimento. Sua magnitude encontra-se disposta nas incontáveis manifestações da vida, onde, por analogia,  foram sendo emprestadas a denominação. Assim por exemplo, chamamos de mãe,  a natureza, origem de tudo, fonte da vida,  responsável por todos os processos da criação. Embora a perfeição do magnífico sistema, por incompreensão e ingratidão, são comuns,  as reações contrárias a sua atuação, reclamamos da chuva, do sol, do frio ou do calor. Reclamamos do excesso ou falta de água, de vegetação, de pássaros, animais e tantos outros filhos da mãe natureza. Do mesmo modo que nos comportamos em relação a mãe referida, também o fizemos quanto á mãe biológica. Em que pese os minúsculos momentos que a ela dedicamos atenção, o comum é muito pouco recordar, abraçar, agradecer, e, especialmente, oferecer em pensamentos e sentimentos  o merecido tributo á tudo o que nos foi e é dado. Quantos sacrifícios, privações, sofrimentos afligiram o coração deste ser que mesmo diante de disso, jamais deixa de brindar com o mais sublime sentimento que pode experimentar o ser humano, amor ao filho. Mesmo diante da ingratidão, amargura, distância, frieza  do filho, o amor materno continua pulsando no interno,  desejando a mais bela e feliz vida. Certamente não há, na criação, expressão mais sublime e verdadeira de amor do que o sentimento materno. No entanto, como fazemos em relação a mãe natureza, preferimos apontar defeitos, reclamar daquilo que achamos merecer, sempre esquecendo de tudo o que nos  foi e é  dado. O coração humano que não consegue nutrir gratidão a mãe, inevitavelmente será amargo e infeliz. Por tudo isso, resta o convite para em homenagem a ela e  própria vida, agradecer, abraçar, beijar, dizer eu te amo, não só no seu dia, mas em todos os instantes. Tal comportamento, além de devolver um pouco do que recebemos,  propiciará, sem dúvida, inefáveis sensações de alegria interna, oriundas da aprovação da consciência do correto proceder. Do contrário continuaremos nutrindo amargura que só fará aumentar na sua falta por não ter feito em vida o que deveríamos. 

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