Embora os sessenta segundos do minuto, os sessenta minutos da hora, ás vinte e quatro horas do dia, os trezentos e sessenta dias do ano, o comum, o normal, é muito pouco ou quase nada lembrar do que foi vivido. Por quais razões, não ficam registrados na consciência tudo o que vivemos? Será que é porque, de fato, não vivemos? O que seria então viver? Quais serão as consequências da ausência da consciência? Mesmo cientes da ausência dos registros do vivido, muito poucos são os que se detém a pensar porque isso ocorre. Da mesma forma poucos são os que se dispõe construir uma forma diferente de vida, limitando-se a “deixar a vida me levar” sem se dar conta do quão nefasto é tal tipo de “vida”. Na verdade, o automatismo mental, a rotina cotidiana, a vida agitada, cheia de compromissos, de ausência de tempo para serenar, refletir, respirar tem impedido, cada vez mais, os seres humanos de viver conscientemente. No entanto é preciso recordar que, mesmo com o modo de vida moderno, é possível perceber, sentir, viver cada acontecimento, e, por consequência recordá-lo depois. Para tanto é preciso aprender a viver a vida conscientemente, ou seja, com domínio de seus pensamentos e sentimentos a fim de extrair do momento tudo o que nele interfere, observar, refletir, pensar, sentir. Aliás, viver depende da capacidade individual de recolher de cada fragmento de vida o máximo de aprendizado, de permitir que a vida interna se vincule, vibre, perceba, sinta pense e compreenda o momento vivido. É através dessa consciência que o ser aprende, evolui e vai forjando no seu mundo interno um conceito mais preciso do que é efetivamente a vida. É dessa consciência que surge a grandeza do ser, que se afasta o vazio interno fruto da falta de “vida”, que se constrói forja a própria identidade que será o maior patrimônio que pode um ser humano construir durante essa caminhada. Aprender, sentir, pensar e compreender a vida depende de estar consciente.
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