domingo, 17 de junho de 2012

Mover-se por necessidades ou estímulos?

 
 
Todos os movimentos que efetuamos, sejam mentais, físicos ou sensíveis são oriundos de duas forças que movem as alavancas da vontade. Em que pese a inconsciência a respeito,  estas duas  forças são responsáveis pela condução da vida. Nosso destino, portanto, está depositado nas mãos de duas forças, a necessidade e o estímulo. Todos, absolutamente todos os movimentos que nos impulsionam,   originam-se da necessidade ou do estímulo. Ou seja, somos guiados, conduzidos pelas necessidades que nos impingem,  ou pelos estímulos que criamos rumo ás conquistas almejadas. Devido a ignorância a respeito, o comum, o normal,  é movermos premidos pelas necessidades. São elas, as necessidades,  que na maioria das vezes nos impulsionam, acionam as alavancas  da decisão e nos fazem avançar. Ocorre que, por conta das circunstâncias, premidos por fatores que nos pressionam e exigem solução rápida, a possibilidade de equívocos aumenta decisivamente. Além da pressão pela rápida decisão, a turbulência mental não  permite que a luz da sabedoria atue que toda liberdade. Por outro lado, devido a origem da força que faz agir, poucas são as conexões, ligações que orientam, guiam, iluminam a decisão adotada eis que,  somente atua a mente e, ainda assim limitada.  Totalmente diferente é o encaminhamento da vida, quando os movimentos adotados originam-se das energias do estímulo. É que, toda e qualquer atividade que formos desenvolver, estimulados,  pelo querer, a vibração mental atua em outra dimensão, muito mais livre,  sem pressão. Além disso, outra fonte de saber de decisiva importância em nossa vida é chamada a atuar, refiro-me ao sistema sensível.  Estimulado, querendo,  feliz,  outra será a intensidade da luz que guiará a atividade. Divertindo-se o trabalho, lazer,  fica mais leve, intenso,  sua qualidade e quantidade mudam decisivamente. Fazer as coisas com gosto, nos foi e é ensinado desde sempre,  fazem toda a diferença. O que não foi dito e ensinado  é que, para fazer as coisas com gosto  é necessário que sejam criados estímulos internos que nos conduzam a desenvolver o mister com alegria,  vendo-o como oportunidade de evoluir, de sentir, ao final, gratas sensações de aprovação pelo belo desempenho.  Mover-se por estímulos é fazer mais, melhor e feliz.

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