Não é por acaso que amamos a
água, a chuva. Não é por acaso que o oxigênio purinho da mata nos enche de
energia. Não é por acaso que os pés
descalços na terra virgem
carregam as nossas baterias. Não é por acaso que a energia solar é uma
importante fonte de nutrição. É que
nossa origem e nosso destino é a natureza, foi dela que viemos e para ela
voltaremos. Compreender este complexo mecanismo, portanto, é uma maneira de saber de nós mesmos. Quem não
deseja uma casa na montanha, sem qualquer ruído que não seja do vento, do canto
dos pássaros? Quem não deseja uma casa ás margens do lago, do mar, rio só para
sentir a brisa, o ruído das águas? E,
quando, por alguns momentos, nos aproximamos dela, e conseguimos nos libertar de nossas tempestades mentais
quantas sensações sublimes desfrutamos? É comum vermos gênios de suas
profissões abandonarem as ruidosas selvas
de pedras para embrenhar-se nos silêncio dos vales e montanhas. Muitos foram os
que, após muito estudar, concluíram que Deus é a própria natureza e que, conectando-se a ela nos conectamos a Ele. No
entanto, não é preciso morar em meio a mata, nas margens do mar, rios ou lagos
para sentir os seus influxos, ela está
presente em todos os lugares. O nosso modo de vida é nos distanciou dela e,
portando, de nós mesmos. A inconsciência exige que criemos condições especiais,
“mentais e sensíveis” para percebê-la. Nosso mecanismo bio psico espiritual é perfeito, ele nos permite conectar-se a tudo o que nos
rodeia, inclusive e, especialmente, á
natureza, parte de nossa vida carregando e ampliando a vida. Precisamos, rapidamente, aprender da vida, e, sem
dúvida uma bela forma de compreender um pouco melhor este complexo e magnífico
mecanismo humano seja conhecer, sentir, perceber os inexoráveis movimentos da
natureza estabelecendo conexões com nossa própria origem e destino.
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