Há pouco, lia uma matéria jornalística que contava um
dos tantos trágicos acontecimentos que nos atingem incessantemente. Contava a
matéria, que um pai havia esquecido seu
pequeno filho (sete meses) dentro do veículo no estacionamento de um
supermercado por seis horas seguidas sob uma temperatura de 40º graus. O pai
trabalhava no local e, havia se esquecido de deixar o filho com a babá, somente
se dando conta ao final do expediente. Embora a busca desesperada com alguns
sinais vitais, não foi possível salvar a vida do tesouro. E, assim, instante
após instante somos surpreendidos por novas tragédias que poderiam e deveriam
ser evitadas, bastaria, apenas, estarmos conscientes. Não tenho a menor dúvida
de que não foi só a vida do pequeno que se foi, o próprio pai, enquanto
respirar, certamente, não passará um dia
sem sofrer, martirizar-se, culpar-se pela tragédia, diz a matéria que ele era
um pai muito amoroso. Como, então, esqueceu de seu maior tesouro por seis horas? Como,
em momento algum, naquela tarde, recordou de sua preciosidade? Tivesse, em algum instante, recordado,
poderia evitar o fim trágico. Não
pretende, o presente artigo, atacar o “pobre” pai que não importa a pena
imposta pelos homens, carregará, pelo
resto de seus dias a maior de todas as penas a dor da culpa. Busca, o artigo,
chamar atenção para um aspecto inúmeras vezes citado anteriormente, qual
seja, “a inconsciência”. O viver no automático, repetindo, sempre,
os mesmos comportamentos condutas, rotinas. Certamente, o pai, esteve
atento durante toda a tarde, cumpriu suas obrigações profissionais, no entanto,
suas consciência não atuou. É que, consciência é muito mais que atenção, é ter
domínio dos fatos, dos acontecimentos, é perceber e compreender os detalhes,
inclusive e, especialmente àqueles que acontecem no mundo, interno. É certo que
o coração, o espírito deste pai, durante àquela tarde, em muitas oportunidades,
chamaram, clamaram por um minuto de consciência mas não encontraram. Por isso
sofremos tanto, não sabemos nada da vida.
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