Em que pese formar um conceito de
felicidade, promover ensaios mentais para que tal “estado” se transforme em
“modalidade” e, passe a ser uma “característica” do ser, difícil construir, manter, sentir-se feliz.
Ocorre que a felicidade não é algo proporcionado exclusivamente pela mente, não
depende só do pensar, imaginar, intuir, recordar. Evidente que são as
faculdades da mente que direcionam, no entanto, a felicidade é, acima de tudo, um sentimento. Por isso de nada
adianta repetir “estou feliz, sou feliz” ou “não tenho nenhum motivo para estar
triste”, não, é preciso construir
credenciais para que o coração vibre, palpite fazendo-o aprovar àquilo que a
mente indica. É que ao coração não se pode enganar. Enquanto mentalmente
podemos justificar todos os maus pensamentos, atos e palavras que
cultivamos, o coração depende de pureza.
Não é possível sentir com a mente amargurada, com deficiências atuando, seja a
vaidade, amor próprio, rancor e tantas outras. Por isso que para sentir a
felicidade é preciso superar estados mentais, limpar a mente de todo pensamento
ou sentimento egoísta, mesquinho que só atende motivações negativas. Cada
leitor ao analisar sua vida, encontrará, sem dúvida, exemplos em que, por alguns instantes sentiu o
coração bater mais forte, desfrutou de
sensações felizes, e, certamente, comprovará que, naquele momento nada mais
importava, havia consagração íntima, verdadeira, mente e coração vibravam
juntos, sem espaço para atuação dos defeitos que só enfeiam a criatura humana.
Resta evidente, portanto, que a felicidade é uma conquista que depende de
limpar a mente e o coração de tudo pensamento ou sentimento negativo,
pessimista, vingativo, de vaidade, de amor próprio, ou seja, depende de pureza
e grandeza. Aos sentimentos não se engana eles são a manifestação mais pura e
sublime que pode experimentar o ser humano, talvez, por isso, temos tantas dificuldades em
desfrutar das mais belas sensações que podemos experimentar. Através da mente,
aprendemos a enganar os outros e a nós mesmos, escondemos o que pensamos, fingimos,
representamos e, assim nos afastamos de nós mesmos. A felicidade, portanto,
depende de recuperar a pureza da criança que fomos.
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