domingo, 17 de fevereiro de 2013

Lições do sofrimento




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Incessantemente somos surpreendidos com acontecimentos trágicos que mutilam ou tiram a vida de pessoas. Em que pese o esforço não é tarefa simples procurar explicar, compreender,  por quais razões, especificamente,  àqueles seres foram escolhidos. Um dia desses lia  um artigo de um respeitável colunista, onde questionava ele, explicações, para as razões, a luz das leis de Deus de pessoas inocentes, jovens, crianças,  serem vítimas de tais fatalidades. Como explicar a um pai, mãe, que seu filho inocente, lhes foi tirado? Onde estava Deus que deixou tal “injustiça” acontecer? É comum ouvir explicações do tipo: Foi a vontade de Deus. Será, então, que Deus olha para sua magnífica criação, e escolhe, alguns,  que irá tirar a vida? Sem dúvida, devido a incompreensão á cerca de tantos acontecimentos que nos envolvemos, temos tantas dificuldades em compreender Deus. A desculpa do mistério é mais um falso argumento para tais dúvidas. Ocorre que, este magnífico sistema chamado cosmos é gerido por uma série de leis universais que ditam os rumos segundo a vontade suprema de seu criador. Por força disso, não há escolhas divinas, somos vítimas das atuações da  própria espécie. Dentre as tantas leis, uma delas, faz repercutir em nossas vidas, inclusive, reflexos das ações dos demais. Trata-se da Lei do conjunto. Por força desta lei, pessoas que habitam, frequentam, transitam, vivem em  determinado lugar, cultivam certos costumes, hábitos  provocam reflexos de suas ações em pessoas que não tiveram nenhuma participação nas mesmas. Assim, inúmeros inocentes que moram em favelas são vitimas das ações de criminosos que ali residem. Determinadas regiões do planeta, onde se cultiva ódio racial, religioso, uso indiscriminado de armas, lutas separatistas, faz repercutir, em inocentes reflexos das ações de membros do conjunto. É por isso que se diz que não basta cuidar de si mesmo, é preciso cuidar dos outros. Portanto, a única forma de minimizar, diminuir as incontáveis cenas trágicas que atingem inocentes, é cuidar do conjunto. Cuidar do conjunto é refletir sobre as próprias ações e das consequências de nossos atos sobre terceiros. Cuidar do conjunto é mudar conceitos, alimentar valores, eliminar defeitos, conhecer e respeitar as leis universais sob pena de sofrermos, todos,  as inexoráveis consequências.

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