
É comum, desde sempre, procurar
explicar àquilo que não se sabe com a justificativa do “mistério”. Aliás,
referido argumento atende, exclusivamente,
um objetivo, qual seja, a exploração, submissão em benefício de alguns.
Em que pese os inúmeros exemplos que emergem, a cada dia, demonstrando que o
que era mistério ontem, deixou de ser em virtude da luz oriunda da
inteligência, o engano continua. Ora, a ignorância humana nos fazia temer os trovões, não compreender o dia, noite, lua, sol. A
ignorância humana não conhecia o próprio corpo físico, suas doenças, males. A
ignorância humana desconhecia, inclusive, o próprio planeta, mares, ilhas, rios etc. Não
conhecíamos as razões das sacudidas da terra, tempestades, secas, chuvas. As
reflexões são inúmeras tudo o que hoje é sabido, de conhecimento corrente, foi
ontem mistério, e, somente deixou de ser quando a luz da inteligência humana
conseguiu compreendê-los. E, assim é a criação, tudo, absolutamente tudo pode e
deve ser compreendido, conhecido, estudado, descoberto, até a mais ínfima
partícula. Mesmo diante da eloquência dos argumentos, ao longo da nossa
existência, ciência e religião travam uma luta, dizendo-se em lados opostos. Tal divergência como todos os “mistérios”
também é fruto da ignorância e, muitos, dos mais magníficos cientistas, lançaram suas luzes para iluminar referido
tema, mostrando, que tudo pode ser
explicado compreendido e comprovado. O
universo é ciência pura. Nada ocorre por acaso, tudo tem causa e efeito.
Descobrir todos os “mistérios” da criação é o objetivo maior do homem na terra.
A única forma de respeitar, compreender, confiar é conhecendo, entendendo como
funcionam os mecanismos, como somos constituídos, que forças nos movem, de onde
viemos e para onde vamos. È preciso pois, extirpar as amarras dos medos, das
crenças que limitam e impedem o livre exercício das faculdades mentais,
questionar, estudar, observar, fazer ciência da própria vida. Somente o saber,
fruto dos exercícios de repetição e estudo é que afasta a escuridão, nos torna
mais fortes, seguros, confiantes, com fé
em si próprio. Sabendo deixamos de acreditar para confiar, pois quem conhece
confia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário