Sem dúvida o maior desejo, sonho,
objetivo do ser humano é a conquista da felicidade. Para tanto empenha seus
maiores esforços seja na busca da qualificação profissional, com o que, imagina,
conseguirá atingir outro grande afã que
é a aquisição de bens materiais. Além do campo profissional e econômico, clama
o ser pelo atendimento de suas necessidades sentimentais, preenchendo um espaço
vazio, sem o qual, parece que a vida não faz sentido. Em que pese os avanços, o
atendimento das buscas antes referidas, logo percebe que a conquista da
felicidade é algo muito mais complexo, que, mesmo com o sucesso profissional, os
avanços no econômico, a presença de outro ser para completar sua figura, dos
filhos, continua a luta para combater as incessantes amarguras que povoam o
mundo interno. Ou seja, não compreende o
que é a felicidade e como construí-la. Não sabe o ser se a felicidade é um
estado, uma modalidade ou uma característica, se é algo duradouro ou
transitório. Como tudo, penso que é preciso, inicialmente, formar um conceito do que seria a felicidade, que, segundo a ciência logosofia
é “algo que a vida nos outorga através de pequenas porções de bem”. Mas então,
quais seriam estas pequenas porções de bem, como construí-las, senti-las, ampliá-las
até invadir e ocupar um grande espaço na vida. Parece, evidente,
que uma das grandes vilãs da felicidade é a ingratidão, por consequência a maior aliada é a gratidão.
É que construir estados de felicidade depende, imprescindivelmente, da satisfação
pelo que se vive, seja na luta do trabalho, no lazer, na convivência ou consigo
mesmo. Ser grato pelo momento vivido proporciona elevados estados mentais,
afastando a amargura, aproximando a paz, permitindo uma elevação mental e
sensível que nos transporta para outros níveis, transcender, superar estados de
consciência. Recordando, a cada instante, da grandiosidade desta oportunidade que é
viver, sendo grato ao ar que respiramos, a saúde que desfrutamos, ao amigos que
possuímos, aos pais, irmãos, filhos, cônjuge, ao alimento, a luz do sol, a chuva, a noite, a
cama limpinha, a mais um despertar são, sem dúvida, ensaios de felicidade.
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