domingo, 10 de fevereiro de 2013

As batidas do coração



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Inúmeros são os mecanismos criados ao longo dos tempos para nos fazer vibrar, sentir, perceber as batidas do próprio coração. Quanto mais nos distanciamos da natureza, mais se fazem necessários o  uso destes mecanismos para permitir, propiciar o encontro consigo mesmo. Os exercícios de respiração, meditação, reflexões acompanhados de uma suave melodia, possibilitam, por alguns momentos, afastar a mente das lutas diárias, para incursionar o ser em suas próprias entranhas. No entanto, mesmo que, por instantes,  se torne possível serenar a mente, tal estado, rapidamente é alterado, na primeira cortada de trânsito, naquela piadinha maldosa, na recordação das dificuldades financeiras etc. Ou seja, mesmo àqueles que buscam sentir o próprio coração tem imensas dificuldades em manter, por algum tempo,  um estado que permita manter a mente serena, reflexiva, atenta aos movimentos do mundo interno. Por isso não sentimos a vida, vivemos inconscientes, repetindo, sempre os mesmos comportamentos, rotinas. Por isso, ao final de cada dia, semana, mês, pouco ou nada fica registrado para ser recordado como momentos felizes vividos. Por isso sentimos o vazio interno fruto da cobrança da consciência para que mudemos nosso modo de vida, para dar a ela conteúdo, algo que possa ser lembrado com gratidão, alegria pelo bem praticado. O fato é que somente se torna possível ouvir as batidas do próprio coração, sentir a vida palpitar quando nos dispomos a nos afastar das agruras provocadas pelos próprios defeitos, (amor próprio, vaidade, rancor etc). Elevados os propósitos, conduzidos pensamentos palavras e atos na busca de praticar o bem pelo próprio bem, sem objetivos mesquinhos, egoísticos nos faz superar estados de consciência, nos torna leves, nos faz viajar para zonas onde transitam outras energias, vibrações. Observar as maravilhas da natureza, ser grato pelo ar que respiramos, recordar de todos àqueles que nos impulsionaram com sua luz, (pais, irmãos, amigos, mestres) também é uma forma de nos afastar dos limitados alcances das lutas mundanas. Nutrir a mente com conhecimentos transcendentes,  (aqueles que transcendem o saber comum), que lançam luzes sobre nossa origem, destino, razões da existência,  são o caminho para sentir as batidas do próprio coração.

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