Inúmeros são os mecanismos
criados ao longo dos tempos para nos fazer vibrar, sentir, perceber as batidas
do próprio coração. Quanto mais nos distanciamos da natureza, mais se fazem
necessários o uso destes mecanismos para
permitir, propiciar o encontro consigo mesmo. Os exercícios de respiração,
meditação, reflexões acompanhados de uma suave melodia, possibilitam, por
alguns momentos, afastar a mente das lutas diárias, para incursionar o ser em
suas próprias entranhas. No entanto, mesmo que, por instantes, se torne possível serenar a mente, tal estado,
rapidamente é alterado, na primeira cortada de trânsito, naquela piadinha
maldosa, na recordação das dificuldades financeiras etc. Ou seja, mesmo àqueles
que buscam sentir o próprio coração tem imensas dificuldades em manter, por
algum tempo, um estado que permita
manter a mente serena, reflexiva, atenta aos movimentos do mundo interno. Por
isso não sentimos a vida, vivemos inconscientes, repetindo, sempre os mesmos
comportamentos, rotinas. Por isso, ao final de cada dia, semana, mês, pouco ou
nada fica registrado para ser recordado como momentos felizes vividos. Por isso
sentimos o vazio interno fruto da cobrança da consciência para que mudemos
nosso modo de vida, para dar a ela conteúdo, algo que possa ser lembrado com
gratidão, alegria pelo bem praticado. O fato é que somente se torna possível
ouvir as batidas do próprio coração, sentir a vida palpitar quando nos dispomos
a nos afastar das agruras provocadas pelos próprios defeitos, (amor próprio,
vaidade, rancor etc). Elevados os propósitos, conduzidos pensamentos palavras e
atos na busca de praticar o bem pelo próprio bem, sem objetivos mesquinhos,
egoísticos nos faz superar estados de consciência, nos torna leves, nos faz
viajar para zonas onde transitam outras energias, vibrações. Observar as
maravilhas da natureza, ser grato pelo ar que respiramos, recordar de todos
àqueles que nos impulsionaram com sua luz, (pais, irmãos, amigos, mestres)
também é uma forma de nos afastar dos limitados alcances das lutas mundanas.
Nutrir a mente com conhecimentos transcendentes, (aqueles que transcendem o saber comum), que
lançam luzes sobre nossa origem, destino, razões da existência, são o caminho para sentir as batidas do
próprio coração.
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