Sem dúvida uma das maiores causas
da infelicidade humana é sua ignorância, ou seja, a incapacidade de observar e compreender o
que ocorre ao se redor, no semelhante, na natureza e, especialmente no seu
próprio mundo interno. Emerge, de clareza solar, que uma das grandes causas desse mal é oriundo
dos falsos conceitos, sejam àqueles inculcados de má fé ao longo de nossa
existência, sejam daqueles que decorrem da própria incapacidade de descobrir o
verdadeiro do falso. Penso que a origem
contém duas importantes fontes, uma delas é a falta de vontade, o comodismo que
impede que cada um busque, por si proprio descobrir a verdade, e outro
é o medo inculcado que limita e impede o livre exercício das faculdades
mentais. É muito mais fácil e cômodo, ao invés de estudar, refletir e descobrir
por si a verdade, acreditar naquilo que outros dizem a respeito. Por outro
lado, ao longo da evolução, inteligência iluminada, sempre foi motivo de ataques eis que limita o
poder de quem sempre dominou e explorou a ignorância alheia. Questionar
supostas verdades foi e continua sendo sinal de enfrentamento, desconfiança,
“pecado mortal”. Não tenho a menor dúvida de que a cegueira, causa do grande
mal, não é a física. Se tivesse que
escolher entre o conceito de vida daquele que nunca teve a oportunidade de
observar esta magnífica criação com os olhos físicos e daquele que diz saber tudo da vida, de Deus
e do universo, certamente, ficaria com o
primeiro. Já diz o ditado que “o pior cego e àquele que não quer ver”. Não
querer ver é não duvidar de seus conceitos de suas compreensões, de seus
julgamentos, de suas limitações. Não querer ver é imaginar que a única verdade
é aquela que emerge de seus limitados alcances. Não querer ver é não
permitir-se questionar tudo o que é dito, repetido, especialmente o que nos é
imposto como verdade sem que nos seja permitido questionar “mistérios”. Por
isso, devemos questionar sempre, confiar naquilo que a própria vida ensinou,
que foi testado e comprovado através da experiência pessoal. Ter sempre
presente que “só sei que nada sei”, é sempre um belo começo para tirar a venda
da cegueira.
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