terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Causas dos maiores sofrimentos



 Por que passamos pelo sofrimento? | Prof. Felipe AquinoSe  avaliarmos nossos dias,  será fácil perceber,  dos inúmeros incômodos que nos tiram a serenidade, a paz,  transformando, minutos, horas, ou até longos períodos em sofrimento. Evidentemente que, cada um, encontrará,  em seu mundo interno, justificativas, razões, motivos, que explicam a alteração no ânimo,  impedindo,  o desfrutar das agradáveis sensações de plenitude, prazer, alegria ou felicidade. Inegável que,  acontecimentos graves, fatalidades destoem o ânimo ferindo sentimentos. No entanto,  a grande maioria dos motivos dos sofrimentos que nos afetam, contaminando momentos, dias,  ou muitas vezes a própria vida, decorrem de defeitos característicos do próprio ser. Ou seja,  são as deficiências individuais que provocam, atiçam, estimulam e provocam as desagradáveis sensações que contaminam a vida. Assim, qualquer palavra do semelhante pode causar graves alterações de ânimo, como também as omissões, ou silêncios. Por conta das características (deficiências) próprias, o mundo interno reage ao que,  considera, “injusto”. Do mesmo modo,  ocorre com os fracassos oriundos da ausência de capacitação, qualificação, conhecimentos,  que são os responsáveis pelo sucesso ou derrota nas mais variadas empreitadas. E, assim, vamos sofrendo, por causas que não deveriam provocar nenhuma alteração no estado anímico do ser. Independentemente da falha provocada pelo outro e que feriu, de alguma forma, a mente ou coração,  por força das leis que regem este perfeito mecanismo em que vivemos, sofrerá seu autor,  no devido tempo, a correspondente sanção. Ou seja, se, de fato fizermos uma análise isenta e serena dos tantos “acontecimentos” que provocam alteração em nosso estado de ânimo, veremos, que grande parte deles, senão a quase totalidade, são futilidades, fatos sem nenhuma importância, fruto da reação dos próprios defeitos inflados pela imaginação ou pela falta de qualificação e inteligência na condução dos projetos.  Se, por ventura, restar algum,  relevante,  por conta do qual algum mal nos afetou, é preciso recordar que,  a cada ação corresponde uma reação, que toda causa produz um efeito e que uma errônea ação proporcionará uma colheita equivalente, e, assim, cada erro tem seu preço que será pago pelo seu responsável.  Por isso, desfrutar de paz, serenidade, felicidade é  de responsabilidade individual,  tais sensações decorrem dos próprios cultivos, dos valores, das virtude. Os estados de amargura e sofrimento são causados pelas próprias reações, (deficiências)   as quais, uma vez superadas as falhas de caráter,  não produzirão nenhuma alteração de ânimo.       


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