Se há uma virtude que detém
o poder de transformar a vida do ser humano, certamente, é a gratidão. Se observarmos, em nós
mesmos, nos semelhantes com quem
convivemos, buscando, encontrar as características pessoais, seja
nas palavras, gestos, silêncio, fisionomias, sem dúvida alguma, será fácil descobrir do cultivo ou ausência
da gratidão. Enquanto os ingratos reclamam da chuva, os gratos observam,
percebem que cada gota detém o poder de limpar a alma humana, o próprio
oxigênio que respiramos além de nutrir toda natureza que nos rodeia. Do mesmo
modo, os ingratos reclamam dos raios solares, do calor por ele produzido, enquanto
os gratos desfrutam de sua energia dos nutrientes que ele oferece. E, assim, se
mantém os ingratos a reclamar da liberdade que perderam por conta do nascimento
de um filho, do sono perdido, da desordem na casa, da ausência de silêncio,
sossego, torcendo para que o filho
cresça logo para poder recuperar tudo o que foi perdido. Já o ser humano Grato,
desfruta de cada instante vivido com
àquele inocente e indefeso ser, observa, aprende com seus movimentos,
recorda da criança que foi, encontra idênticas tendências,
características, torce para que o tempo
não passe depressa para não perder esta magnífica oportunidade, que, logo
adiante, será lamentada pelo ingrato, que já não pode mais desfrutar da convivência eis
que o infante cresceu e voou, como
acontece com os pássaros que constroem
seus próprios ninhos. E assim continua a decisiva distinção entre o grato e o
ingrato, o primeiro agradecendo pelo tombo e o aprendizado que o tropeço
oportuniza e o segundo reclamando dos outros pelos seus fracassos frutos de sua incapacidade.
Enquanto o grato tudo observa com os olhos da inteligência, com a necessária
humildade para saber que sempre é momento de aprender e que, qualquer
movimento, seja no mundo interno ou externo deve ser detidamente analisado,
refletido, estudado, compreendido para servir aos propósitos da evolução, o ingrato só vislumbra seus próprios
pensamentos em incessante turbulência, encontrando em tudo motivo para
criticar, encontrar defeitos, falhas, que lhe perturbam a alma. Ou seja, enquanto o grato desfruta desta
encantadora viagem para observar, aprender, rir, chorar, amar, evoluir como ser
humano, divertindo-se com os acontecimentos, o ingrato faz o percurso de tudo
reclamando, desaproveitando as mais belas oportunidades, e, ao final do percurso,
enquanto um saboreará as colheitas o outro reclamará por nada ter cultivado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário