sábado, 7 de dezembro de 2013

Gratidão, doce sabor da via



 Blog da Locutora Nedja Alves: Espaço Aberto " Virtude da gratidão "

 Se há uma virtude que detém o poder de transformar a vida do ser humano, certamente,  é a gratidão. Se observarmos, em nós mesmos,  nos semelhantes com quem convivemos,  buscando,  encontrar as características pessoais, seja nas palavras, gestos, silêncio, fisionomias, sem dúvida alguma,  será fácil descobrir do cultivo ou ausência da gratidão. Enquanto os ingratos reclamam da chuva, os gratos observam, percebem que cada gota detém o poder de limpar a alma humana, o próprio oxigênio que respiramos além de nutrir toda natureza que nos rodeia. Do mesmo modo, os ingratos reclamam dos raios solares, do calor por ele produzido, enquanto os gratos desfrutam de sua energia dos nutrientes que ele oferece. E, assim, se mantém os ingratos a reclamar da liberdade que perderam por conta do nascimento de um filho, do sono perdido, da desordem na casa, da ausência de silêncio, sossego,  torcendo para que o filho cresça logo para poder recuperar tudo o que foi perdido. Já o ser humano Grato, desfruta de cada instante vivido com  àquele inocente e indefeso ser, observa, aprende com seus movimentos, recorda da criança que foi, encontra idênticas tendências, características,  torce para que o tempo não passe depressa para não perder esta magnífica oportunidade, que, logo adiante,  será lamentada pelo ingrato,  que já não pode mais desfrutar da convivência eis que o infante cresceu e voou,  como acontece com os pássaros  que constroem seus próprios ninhos. E assim continua a decisiva distinção entre o grato e o ingrato, o primeiro agradecendo pelo tombo e o aprendizado que o tropeço oportuniza e o segundo reclamando dos outros pelos seus  fracassos frutos de sua incapacidade. Enquanto o grato tudo observa com os olhos da inteligência, com a necessária humildade para saber que sempre é momento de aprender e que, qualquer movimento, seja no mundo interno ou externo deve ser detidamente analisado, refletido, estudado, compreendido para servir aos propósitos da evolução,  o ingrato só vislumbra seus próprios pensamentos em incessante turbulência, encontrando em tudo motivo para criticar, encontrar defeitos,  falhas,  que lhe perturbam a alma.  Ou seja, enquanto o grato desfruta desta encantadora viagem para observar, aprender, rir, chorar, amar, evoluir como ser humano, divertindo-se com os acontecimentos, o ingrato faz o percurso de tudo reclamando, desaproveitando as mais belas oportunidades, e, ao final do percurso, enquanto um saboreará as colheitas o outro reclamará por nada ter cultivado.

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