Mesmo os mais céticos,
pessimistas, amargurados, mal humorados,
rancorosos, possuem, em seu mundo interno, uma chama que clama por fazer parte da vida.
Trata-se de característica, fragmento,
da vida cósmica e universal que palpita em toda criação, e, que,
portanto, faz parte de nossa
constituição. Em que pese sua inquestionável presença, por conta das
equivocadas influências oriundas das crenças, pré-conceitos, educação, ao longo
de toda civilização, foi sendo aos poucos sufocada no interno de cada um. Trata-se do sentimento mais nobre e puro que
pode experimentar o ser humano, o qual
nos torna divinos, efetivos membros deste magnífico sistema. Falo do amor. O
amor que ao longo dos tempos foi tão desvirtuado, confundido com paixões, com
os piores sentimentos que levam os homens a tirarem a vida um dos outros, impinge
os mais indesejáveis sofrimentos em seu nome. Como ocorre, com centenas, milhares de conceitos, os
interesses, as vaidades, e tantas características negativas, foram, aos poucos, moldando, alterando sua essência para torná-la
numa simples palavra dita ao vento, a qualquer momento, por circunstâncias
banais, sem que, o interno do ser, tenha
qualquer participação no que foi verbalizado ou praticado. Inúmeros são os
seres que, ao longo do tempo, vem procurando, de todas as formas, ensinar e ou reeducar que o amor é a razão de
nossa existência, é ele que nos faz partícipes verdadeiros das energias que
movem o cosmos. É através do amor que nos conectamos com o semelhante, com a
natureza, com nós mesmos, e,
especialmente, com os fios
invisíveis que nos ligam com a sensibilidade universal, ou seja, o amor divino.
Ocorre que, é preciso, construir e ou reconstruir as condições que permitem, possibilitam que o amor palpite,
vibre, participe, definitivamente de nossas vidas. As credenciais que abrem as
portas desta decisiva força são muitas, mas, alguns ensaios, exercícios podem
nos oferecer pequenos reflexos dos seus benefícios. O cultivo da gratidão, por
mais um dia de vida, por tudo que nos rodeia, nossos familiares, amigos,
trabalho, natureza, mesmo as dificuldades que nos fazem crescer. Outro decisivo
elemento é o controle dos pensamentos, afastando da mente tudo o que mácula,
nubla a verdadeira percepção dos fatos, assim como a vaidade, o amor próprio a
falsa humildade, o rancor e tantos outros. É preciso, ainda afastar-se da
influência nefasta dos pensamentos alheios, das fofocas, das más noticiais, dos
julgamentos apressados e injustos produzidos pela própria mente, e
especialmente pelos outros. Cuidar da palavra, pois ela é uma força que nos leva para o bem
ou para o mal, provocando, por conta da
lei da causa e efeito, correspondência,
colher, o fruto do que cultivamos. Façamos
o ensaio e, quem sabe, possamos, por alguns instantes, desfrutar deste magnífico e divino sentimento.
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