segunda-feira, 10 de março de 2014

O que nos diferencia?



 Brasil é um país repleto de diferenças, e a cada dia temos que ...
 Se olharmos às milhares de fisionomias perdidas na multidão, não importa a região do planeta, a formação, as crenças, o nível econômico, veremos que,  poucas são as efetivas diferenças. No fundo, buscamos os mesmos objetivos, temos as mesmas tendências, afinidades, desejos, objetivamos,  as mesmas conquistas. Se tivéssemos a capacidade de  nos elevarmos acima de todos os montes, constataríamos que somos como um grande formigueiro, correndo para todos os lados, para ao final, buscar abastecer,  com o máximo de conforto,  o próprio ser e seus afins. Nesta correria, veríamos que inúmeras formigas vão ficando pelo caminho,  enquanto as outras fazem de conta que nada veem. E quem continua na correria, acredita, cegamente, que é  o centro do mundo, que, quando faltar,  todo formigueiro sentirá sua falta, que seus valores, virtudes, acúmulos materiais serão lembrados para sempre como uma grande obra para a humanidade. Não importa o cargo, o poder econômico, as influência, todos,  no seu íntimo,  atribuem-se os melhores conceitos, acreditam na superioridade sobre o semelhante. Mesmo não alcançando as mesmas conquistas,  apontam nos outros,  as razões dos seus fracassos, das suas tristezas, amarguras, infelicidades. Muito poucos são os que, verdadeiramente, se detém a analisar,  sem pré-conceitos o que,  possuem em valores, virtudes, defeitos, ou seja, o que de fato é. O natural é se auto atribuir virtudes que não possuímos, enquanto aos outros são oferecidos os piores conceitos, neles vemos milhares de defeitos, que os fazem feios, inferiores, não merecedores de tudo o que acreditamos merecer. Quando não conquistamos, os culpados são os outros,  atribuímos a todos, inclusive a Deus  a responsabilidade pela injustiça de não nos entregar tudo o que, acreditamos,  teríamos o direito de possuir. Assim vivemos, julgando o semelhante, e forjando um ser interno que não existe. Neste contexto, àqueles que,  detém  a capacidade  de olhar para dentro, reconhecer suas próprias carências, dificuldades, defeitos, certamente,  serão os que alcançarão êxitos em suas empreitadas.   Já àqueles que confiam na sua própria perícia, não conseguem,  vislumbrar as pedras no caminho, as miragens que nos enganam, a ignorância que não permite diferenciar a verdade do erro. Por tudo isso, o que nos faz diferentes é a humildade em reconhecer as próprias fraquezas, os erros, aprender com eles, buscar não repetir, saber que nunca somos tão sábios que nada temos para aprender, tampouco tão ignorantes para ensinar. Assim, quanto mais formos capazes de conceber a vida como um grande aprendizado, sempre vendo no outro uma oportunidade de evoluir, reconhecendo seus valores, vendo também os defeitos apenas para corrigir os próprios, mais nos diferenciaremos uns dos outros.

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