terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dizer adeus mais de uma vez




 

Acabo de ler um livro recém lançado de um médico neuro-cientista Fraces, cujo título é “Podemos dizer adeus mais de uma vez”. Referida obra,  oferece inúmeros elementos de vida que merecem e devem ser conhecidos. O autor, médico, cientista, professor universitário, anteriormente,  havia lançado outro livro, denominado “Anticancer”. Ambos os livros tratam de temas diretamente relacionados com sua vida, o primeiro, “Anticancer”, surgiu a partir dos estudos e experiências relacionadas ao câncer, do qual foi vítima. A luta contra a doença, os estudos  e o êxito ofereceram a obra prima para o lançamento livro, com dicas conselhos e orientações. Passados vinte anos, a doença voltou, devastadora,  novamente, o sofrimento foi tema de estudo e do livro a que me referi inicialmente, contando as experiências até pouco antes de sua morte. Além do convite para a leitura das obras, chamou-me atenção o fato de que, embora todo o conhecimento emanado dos estudos, das experiências de vida, a superação do primeiro ataque da doença, permitiram  um relaxamento de todo aprendizado, possivelmente,  uma das razões do retorno da doença. Em que pese a justificativa plausível da necessidade de empenhar todos os esforços para levar ao mundo o seu conhecimento o que lhe impediu de cuidar de si próprio, parece que tal conduta reflete muito do que somos. Na verdade, estabelecemos muitos propósitos, temos belas noções do que nos faz mal, do que nos bem e feliz, mas tendemos a satisfazer o físico, seja na alimentação, nas curiosidades instintivas, nos confortos, comodidade, vícios, vaidades, amor próprio, etc. Mesmo sabendo dos malefícios, desdenhamos, nos enganamos dizendo que nos faz bem, que seria melhor morrer do que não desfrutar dos desejos referidos. No entanto,  a menor brisa a nos indicar alguma doença nos apavoramos, e,  novamente nos propomos a mudar. È preciso pois,  aprender com quem tem muito a ensinar, e se dispõe a oferecer a própria vida como laboratório para a humanidade, recordar, sempre, que podemos morrer amanhã, que precisamos cuidar do hoje.

Nenhum comentário:

Postar um comentário