quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Conhecer-se, como?


 
 Desde muito jovens  somos ensinados a conhecer nossas habilidades,  virtudes, defeitos a fim de  melhor conduzir a vida. A todo instante,  vemos pessoas falarem da necessidade de conhecer o mundo interno, das riquezas que nele existem. Ouvimos também que a felicidade é uma conquista individual,  estritamente ligada com o mundo antes referido. No entanto, embora as inúmeras referências, pouco ou nada,  nos foi ou é ensinado,  de como percorrer esse caminho, ou seja, qual é a forma de ingressar,  descobrir  e conhecer os segredos que a cortina da ignorância escondem. Penso que a grande dificuldade para tão importante descoberta reside no fato de que, vivemos representando. Criamos um ou vários tipos, para cada vida em que atuamos, com a família nos comportamos de uma forma, diferente da vida profissional que difere ainda da social, e, assim, não sabemos quem somos de verdade. Além disso,  acreditamos que somos muito bons, que fizemos muito mais que recebemos, que merecemos melhor reconhecimento, que muito  nos esforçamos, que sofremos e não vemos a recompensa. Enganamo-nos, é muito mais fácil e cômodo do que, de fato, investigar, vigiar os movimentos internos.  Se, de fato quisermos descobrir quem somos o que possuímos de verdade, em valores, defeitos e virtudes, é preciso estabelecer um estado de sítio na mente, controlar  cada movimento,  conhecer, identificar cada pensamento que transita pela mente, sua origem. Assim também em relação aos sentimentos. Controlados e registrados podemos formar uma bela imagem do que, de fato, somos.

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