domingo, 12 de fevereiro de 2012

Suavisando o bárbaro



 
 
Esta semana li uma matéria que trazia várias informações sobre a espécie humana e suas características evolutivas.  Não me surpreendi quanto aos resultados apontados, especialmente,  daqueles que evidenciam a manutenção  dos traços do bárbaro. Cita a pesquisa que, cerca de 70% dos homens pesquisados  e 40% das mulheres já haviam se visto assassinando alguém. Além deste dado o material fazia referência a outras importantes informações que mostram que, embora a evolução, a parte instintiva do ser,  àquela que permitiu que a espécie humana triunfasse nas lutas contra os semelhantes,  feras,  fome, no passado,  mantém forte influência e até  domínio sobre nós. Inegável que,  o enriquecer da inteligência, propicia um maior controle sobre nossos impulsos instintivos e isso se evidencia ao longo dos tempos. Em que pese isso, nos rincões do mundo interno, continua escondido, á espreita,  o bárbaro, e, descuidados os freios da inteligência, ele ressurge, na maioria das vezes em pensamentos, outras em palavras e até em ações. Embora a presença em cada um desse bárbaro, pretendemos fazer de conta que ele não existe, que somos superiores, amáveis, cordiais, cuja conduta  mereça sempre ser enaltecida pelos demais.  Evidente que, fazendo parte do ser, essa parte de nossa constituição possui sua importância, mas deve ela ser domada, controlada, nunca desprezada já que um pequeno descuido pode causar danos irreversíveis a própria imagem e até na vida.  Quanto mais conhecermos de nossa constituição, menos riscos corremos,  maiores as chances de domínio da fera adormecida.

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