sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Construindo a felicidade


 
 
Penso que um dos grandes equívocos humanos sobre a felicidade, é imaginá-la, como algo muito grande,  um  estado de êxtase definitivo onde o ser ingresse e  permaneça para sempre.  Por conta deste equívoco,  normalmente,   o desfrutar de tal estado, é relegado para o futuro, quando algum suposto fator assim o permita. Aposentadoria,  mudança de casa, carro, casamento, separação,  viver a dois ou só são  acontecimentos que, permitiriam o desfrutar desta sensação. No entanto, alcançado o objetivo,  verá o ser que o estado imaginado logo desaparecerá, e ou sequer será experimentado, surgindo novos desejos responsáveis pelo tal êxtase. Por conta destes equívocos,  é preciso, antes de mais nada, formar um conceito do que seja felicidade, onde e como encontra-la. A  Logosofia conceitua felicidade como “algo que a vida nos outorga através de pequenas porções de bem”, ensinando também que ela  pertence ao íntimo do ser, ou seja na aprovação pela consciência dos comportamentos adotados na vida. Pensando assim,  será fácil compreender que ser feliz depende da capacidade individual de desfrutar  dos instantes vividos. Depende, portanto, de receber os acontecimentos com gratidão, procurar compreendê-los, vive-los,  com intensidade, plenitude, consagrando mente e coração. Durante o dia, muitos são os momentos  oferecidos, no entanto, devido a inconsciência,  deixamos de prestar a tenção, “viver”, o “eu te amo papai, mamãe, esposa, esposo filho, irmão,  amigo”,  não desfrutamos da gratidão por uma boa ação, do abraço, do beijo, do “muito obrigado”. Não prestamos atenção na brisa, no calor do sol, na chuva que rega as plantas, limpa a atmosfera, inclusive a individual de tantas impurezas. Construir a felicidade é pensar que são fragmentos de vida, vividos intensamente, com gratidão,  que nos fazem perceber que existe algo muito superior  do que a conquista de bens materiais. Construir a felicidade é fazer e permitir com que coração e mente vibrem em uníssono, e, isso só ocorre quando consagramos o instante vivido. Construir a felicidade é transcender,  superar estados mentais e sensíveis, penetrando numa atmosfera onde não há lugar para vaidades, amor próprio.    Construir a felicidade é adotar comportamentos que a consciência aprova e vibra. É possível, basta ensaiar.

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