É comum atribuir ás lutas incessantes que nos vemos envolvidos ao sofrimento, castigo, algo indesejado, não merecido e que poderia não existir. Ledo engano. Antes mesmo da concepção, fecundação, árduas lutas são travadas para que triunfe a vida. Assim também ocorre durante o período de gestação, com inúmeras transformações adaptações sem as quais não haverá vida. Ao nascer travamos novas e decisivas lutas, de respirar, adaptar o organismo a uma nova forma de viver, com funcionamento independente de todas as atividades fisiológicas etc. E, assim, em cada fase da vida, as lutas vão se tornando mais intensas, decisivas, e, acima de tudo se fazendo perceptíveis, o que não ocorria anteriormente. É natural procurar o ser humano fazer escolhas que lhe demandem menos esforços, sacrifícios, especialmente, devido a propensão ao fácil inerente a espécie. No entanto não se dá conta de que, as conquistas, sucesso, êxitos, estão diretamente ligadas ao grau de esforço, sacrifício empenhados. Não é possível tornar-se um ser inteligente, cheio de conhecimentos que lhe permitam galgar elevadas ocupações, se não se dispuser a sacrificar-se para a conquista dos elementos que lhe tornarão mais iluminado que os demais. A grandiosidade da conquista está diretamente ligada ao grau de dificuldade, esforços necessários para que a meta seja atingida. A vida é como a luta do alpinista que, quanto mais difícil, complexa, cheia de dificuldades seja a escalada até o cume, maior será o sabor da conquista, mais bela será a imagem não somente por conta da altura, senão pelas agradáveis sensações propiciadas pelas dificuldades encontradas e superadas pelo caminho.
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