quinta-feira, 8 de março de 2012

Limites da vida

 



Certamente um dos maiores questionamentos humanos é saber quais são os limites da vida, ou ainda,  de onde viemos e para onde vamos. Em que pese a evolução da humanidade ao longo da existência, nos vários campos, pouco ou nada avançou no sentido de compreender se existe e qual é o grande ou maior objetivo da vida. Se analisarmos o percurso transcorrido, veremos, sem sombra de dúvidas,  que a limitação humana sempre foi sua própria ignorância, ou seja, o desconhecimento. Foi superando a ignorância que passamos a cultivar alimentos, construir nossas próprias casas, encontrar curas para tantos males, e, assim, milhares foram e continuam sendo as descobertas, os avanços. Evidentemente que, referido empecilho (ignorância), também é o responsável por não descobrirmos os limites de nossa própria vida. Quando e como teve ela início? Terá seu fim? E, não me refiro aqui a vida da espécie, senão a de cada indivíduo. Será que a vida tem início na concepção? Na gestação? Com o nascimento? Ou carregamentos muitos fragmentos, tendências, gostos, desejos, facilidades e dificuldades de outras vidas? E, quando tem fim o sopro da vida física, tudo cessa? Algo que cultivamos durante o percurso ficará? De que forma? Haverá retorno? De que forma? Por conta da limitação (ignorância), presenciamos, cada vez com maior intensidade, o avanço de novas seitas, crenças, sempre movidas pela exploração financeira, oferecendo, assegurando e garantindo serem porta vozes de Deus, e, portanto, garantindo um lugar no “Céu”. Ocorre que a maravilhosa descoberta dos limites da vida, jamais será alcançada através do “acreditar”, ao contrário, somente o saber, conhecimento,  é que poderá iluminar a mente e o coração para, extirpando a ignorância, propiciar, como em qualquer outro campo da vida, saber, dominar os segredos da nossa existência, desfrutar, enquanto vivemos fisicamente de sua plenitude. Na medida em que a inteligência for alimentada, sem qualquer limite, temor, travas, vai percebendo, como e de que forma pulsa a vida, penetrando, assim, nos segredos de nossa existência.

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