quarta-feira, 28 de março de 2012

Pensar na morte para viver a vida

 
 
Desde cedo aprendemos que o único acontecimento certo  após o nascimento é a morte. Em que pese a certeza, devido a falta de informações a cerca dela, dos medos, construímos em nossas mentes barreiras, a fim de fugirmos da reflexão, recordação sobre o inevitável fim da caminhada física. Caso tivéssemos mais presentes, em nossas mentes tal acontecimento,  mudaríamos o modo de agir, de pensar, sentir? Se fomos criados com todas as condições para conhecer e saber de tudo que nos rodeia, tanto que  buscamos, desde sempre,  descobrir do  surgimento da espécie, porque então não pensar mais no destino?  Quais as razões de possuirmos um maravilhoso mecanismo mental, que nos propicia fazer as mais incríveis descobertas, desvendar mistérios, e ainda um sistema sensível que nos permite sentir a vida que nos rodeia? Além desses, também somos dotados de outro importante, decisivo sistema  que é espiritual, responsável pela ligação com o criador. Por certo todos estes instrumentos não nos foram dados porque sim, deve existir uma função, utilidade, assim como os órgãos do nosso corpo físico. Penso que tais instrumentos nos foram dados para que façamos dessa caminhada chamada vida, algo útil, de valia não só para o percurso, senão que deixe sinais de luz para o futuro da humanidade. Evidente que se pensássemos mais na morte, nos preocuparíamos mais com a vida,, com o que estamos fazendo dela, se estamos construindo algo de útil que possa iluminar a caminhada  da espécie. Essa luz, que podemos produzir são os conhecimentos  que se traduzem em comportamentos, consciência do vivido, impregnando a própria mente universal. Pensar na morte, a cada instante,  implicará  em repensar os pensamentos, as palavras os atos, deixar de lado tudo o que é mesquinho, fugaz, as pequenas rusgas, e concentrar-se no mais belo e precioso que temos á fazer. Pensar na morte para valorizar a vida, para senti-la e toda sua plenitude, para ser grato ao instante vivido.

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