Parece evidente, que a espécie humana foi criada para atingir metas muito superiores àquelas permitidas pelos limites físicos da vida. Não é por acaso que, diferentemente de todas as demais espécies, sejam animais, minerais ou vegetais, possuímos, em nossa constituição, decisivos elementos de diferenciação. Possuímos um ainda desconhecido sistema mental, com exploração incipiente, segundo sabemos, cerca de 10% de sua capacidade. Temos ainda um sistema sensível, diretamente ligado a inteligência, evolução, do qual, em escassíssimas oportunidades sentimos sua atuação. Além desses dois, possuímos ainda outra decisiva diferenciação, “‘espiritual” do qual, pouco ou nada sabemos. Mesmo diante de tão magnífica configuração, da incessante evolução da espécie, vivemos a era da depressão, da doença do vazio. Porque nos sentimos assim? O que nos falta? Onde e como encontrar respostas? Se observarmos os processos da criação, nossa própria vida e dos semelhantes, veremos que nada ocorre por acaso, que tudo decorre de leis, inevitáveis que tudo regulam, evoluir depende de acumular conhecimentos. Por outro lado, somente seremos detentores do conhecimento, quando aplicamos a própria vida, ou seja, no momento em que a informação foi processada, testada e comprovada pelo indivíduo, de nada resolve acreditar. Neste contexto, preencher o vazio, depende de cultivar na vida elementos que atendam nosso maior objetivo de vida. Esse objetivo é a meta do ser físico, ou seja, conhecer e viver no mundo metafísico. Este mundo, que está além do físico, mundo dos pensamentos e sentimentos, nossa origem e nosso destino, é o único capaz de oferecer a vida a verdadeira felicidade, forjada pela própria consciência, fruto da aprovação, do cultivo dos valores definitivos, que se identificam com àqueles que vibram na mente cósmica ou universal. A meta da vida física, tem, portanto o grande objetivo que é, nutrir a inteligência, cultivando na vida, valores de ordem transcendente, que nos façam evoluir, tornando-nos de fato, membros da criação, vibrando em uníssono com o pulsar da faculdades supra sensíveis da criação.
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