Inúmeras são as imagens que podemos fazer da vida, ou seja, deste espaço de tempo que compreende o nascimento até a morte. Da forma que encaramos o percurso, resultarão as sensações experimentadas. Embora a variedade de aspectos vividos, dependendo da forma que transitamos sobre eles, experimentaremos gratas ou ingratas sensações, sentiremos um doce ou amargo sabor, decorrendo daí, um bom ou mau minuto, hora, dia, semana, mês ou ano, ou, quem sabe a vida toda. Penso que uma boa imagem resta sintetizada no título deste artigo, cuja adoção, implicará, sem dúvida, num desfrutar mais intenso e feliz da vida. Um dos grandes segredos de saber viver consiste em desfrutar de cada instante, pensar e senti-lo em toda sua plenitude, consagrando a mente e o coração, entregando-se. E, assim, em cada novo momento, fato, circunstância dedicar, atribuir a atenção que merece não deixando que se vá sem extrair dele preciosos elementos. Cantar enquanto caminhamos, (vivemos), é uma forma doce de encarar o percurso, sempre com um olhar de gratidão sobre o instante vivido. Por outro lado, podemos, e, assim o fizemos muitas vezes, ao invés de cantar enquanto caminhamos, resmungar, mal dizer o momento, e, assim, torna-lo pesado, triste, amargurado e infeliz. É comum, quando temos os filhos pequenos, torcer para que cresçam, se tornem independentes, para podermos desfrutar de mais liberdade, e, depois, sofremos pelas ausências, distâncias, noites em que não estão mais a nosso lado, dormindo, seguros, protegidos. Deixamos de desfrutar do instante de bebê, criança, e todas as fases que vão transformando àquele ser, depois, quando crescem, temos saudades do passado que deixamos de viver. Assim, também em relação ás outras vidas, momentos da profissão, que, ao invés de curtir o percurso, vislumbramos a aposentadoria, e esquecemos de aprender com os erros, rir dos tropeços, desfrutar de tantos instantes que poderiam ser belos. Caminhar e cantar é uma bela forma de encarar a vida, recebendo e desfrutando cada fragmento de vida com gratidão tendo presente que jamais voltará, e que, da forma que encaramos o percurso resultarão as sensações vividas.
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