Vivemos num mundo que, movido por vários fatores, inculcados de longa data, somos educados á sofrer. A cultura vigente, cultiva, incessantemente, aspectos negativos, e o sofrimento é um imperativo da própria vida. Aliás, ser feliz parece um erro. Aquele que não sofre por causa de um infortúnio alheio, mesmo que sequer conhece a vítima ou as circunstância comete um “pecado”. Por conta desta cultura, os meios de comunicação, dedicam-se a alimentá-la, noticiando com antecedência a seca que não virá, o frio que não será tão intenso. Dedica-se, quase integralmente, o tempo, espaço disponível á informações a noticiar tragédias, conflitos, inculcando medo e preocupação. Basta atentar para qualquer programa jornalístico seja nacional ou internacional, poucos são os instantes dedicados a informações felizes que dizem respeito a aspectos positivos da vida humana. Evidente que, assim se comportam porque assim exige a cultura vigente. Se, ao invés de tantos problemas, fossem noticiadas, incentivadas, reflexões sobre a própria vida, cobrando de cada um o necessário empenho para o bem de todos, qual seria a reação? Certamente o meio de comunicação que assim se comportar, será atacado e não sobreviverá. Evidente que estes fatores culturais são responsáveis por cultivar a tristeza ao invés da alegria, enaltecer o erro ao invés de mostrar a virtude. Assim também ocorre com a própria vida onde, ao invés de cultivarmos a gratidão por tantos aspectos positivos que dela fazem parte, reclamamos do que não temos. Ora, se ao invés de sofrer pela chuva, cultivássemos a gratidão por tantos benefícios proporcionados por ela, e assim, também com o sol, calor, frio, noite ou dia, tornaríamos a vida mais leve e agradável. Se ao invés de sofrermos por acontecimentos que não nos dizem respeito, e que nada podemos fazer para minimizá-los, cultivássemos valores que impedissem a proliferação do mal, certamente faríamos um bem a nós mesmos e a humanidade.
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